Em levantamento preliminar realizado por Guilherme Galvão Lopes, pesquisador de História no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil e Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Evangélicos, Mídia e Poder, as eleições do último dia 2 trouxeram uma novidade no Congresso brasileiro: a diminuição da bancada evangélica.
Segundo o pesquisador, o encolhimento da bancada - que representa entre 22% e 31% da população brasileira, segundo a plataforma Religião e Poder - remonta ao patamar de eleitos de 1999. Lopes prefere os dados obtidos pelo Datafolha, que colocam o número de protestantes em torno de 30% da população. "Os dados do Censo de 2010 estão muito defasados", justifica. Assim, assume que no Brasil há hoje, dentro da margem de erro, entre 60 e 65 milhões de evangélicos.
Apesar do crescimento dos fiéis no Brasil, observamos uma diminuição no número de parlamentares eleitos. O que vai na direção oposta da penúltima eleição, quando a bancada evangélica atingiu seu maior patamar: "Em 2019, ano da eleição de Bolsonaro, 84 evangélicos foram eleitos para a Câmara. Um recorde", explicou em suas redes sociais.
Reconta aí



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