A nova alta do diesel, anunciada na segunda-feira (09/05) pela Petrobras, aprofunda a crise no transporte coletivo por ônibus em Mossoró. Com o reajuste de 8,87% às refinarias a partir desta terça-feira (10), o sistema ficará ainda mais sufocado: o custo da operação só cresce, mas a receita não cobre as despesas.

Segundo a concessionária do serviço em Mossoró, Cidade do Sol, a situação é gravíssima. O diesel já acumula alta de 47% nas refinarias da Petrobras no ano. Para piorar o cenário, essa disparada coincide com a retomada de linhas em Mossoró, nos últimos meses.

Em 2022, os ônibus passaram a rodar 50% a mais em Mossoró. A quilometragem mensal saltou de 22.370, em janeiro, para 45.412, em março – mês em que o diesel subiu 24%. Diretor da Cidade do Sol, Waldemar Araújo alerta: a conta não fecha.

“Passamos a necessitar de mais diesel e a encontrá-lo cada vez mais caro. Subiu também o custo com pneu, mecânica e pessoal. Por outro lado, muitas linhas continuam deficitárias. Dos poucos passageiros, a minoria é pagante, predomina a gratuidade. É prejuízo”, lamenta.

Racionamento

Em reação à nova alta do combustível, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) alerta para o risco de redução da oferta de ônibus.

Segundo o presidente, Francisco Christovam, as cidades brasileiras podem enfrentar falta generalizada de transporte público.

“Se não forem definidas fontes para cobrir esses custos adicionais, as operadoras serão obrigadas a racionar o combustível e oferecer apenas viagens nos horários de pico, pela manhã e à tarde. No resto do tempo, os ônibus terão que ficar parados nas garagens”, adverte.

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