O pedreiro Manoel Arruda, de 78 anos, estava internado há 22 dias no Hospital Regional Tarcísio Maia. No domingo (08) ele faleceu após procedimento de manutenção de um cateter que precisou ser colocado para tratamento de um edema pulmonar. A família foi comunicada do acontecido e ai começou uma saga desgastante.

Segundo o filho de Manoel, Francisco de Assis Arruda, o corpo do pai foi enviado para o Serviço de Verificação de Óbito, mas o serviço se negou a libera-lo afirmando que faltava uma assinatura médica na documentação vinda do hospital. A sugestão dada a família foi levar o corpo ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) que também se negou a receber o corpo por não se tratar de uma morte violenta.

A família de Manoel ficou por horas com o corpo dentro do carro funerário na frente do ITEP esperando uma solução para o impasse. O desencontro de informações fez com que a família agora queira, além de poder se despedir do parente, saber quais as circunstâncias da morte dentro do hospital. No meio da tarde o corpo passou por exame de necropisia, no ITEP, recebeu o atestado de óbito e foi liberado para a família.

O Dr. Gustavo Vidal, diretor técnico do Hospital Regional Tarcísio Maia, falou a posição do hospital sobre o que aconteceu neste caso. ”Na verdade o médico assistente encaminhou para o serviço de verificação de óbito (SVO), para que o SVO preenchesse a declaração de óbito”, conta.

Quando questionado porque o próprio hospital não emitiu o documento já que o óbito ocorreu no hospital, Vidal explicou que nesses casos o SVO é acionado. ”Quando não se consegue fechar a causa da morte, e o médico não tem segurança, ele tem o direito de enviar para o serviço de verificação de óbito constatar a causa da morte”, conclui.

TCM Notícias



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