Uma reportagem do jornal New York Times divulgou na última 2ª feira (18.abr.2022) o uso de bombas de fragmentação pela Ucrânia na cidade de Husarivka. A região havia sido ocupada pelas forças militares russas em março, mas voltou ao controle ucraniano. O uso do armamento é proibido pelo direito internacional. 

A Convenção sobre Munições Cluster de 2008 foi aderida por mais de 100 países. Estados Unidos, Rússia e Ucrânia não assinaram.

Em março, a Rússia foi acusada pela ONU (Organização das Nações Unidas) de usar bombas de fragmentação ao menos 24 vezes durante ataques com áreas com civis. Um comitê foi instaurado pela OHCHR (Conselho de Direitos Humanos da ONU) para investigar possíveis crimes de guerra cometidos pelos russos contra Ucrânia. 

O armamento é composto por submunições que se espalham após serem lançadas. As bombas podem explodir no ar ou ao entrar em contato com algum alvo. Muitas, no entanto, não explodem imediatamente, constituindo uma espécie de campo minado. Elas podem ser detonadas anos depois, sendo capaz de matar ou mutilar civis. 

O exército russo tomou o controle da cidade no início de março. Segundo o NYT, as forças militares da Rússia eram “quase certamente” o alvo das munições de fragmentação. As bombas não foram manuseadas pela equipe do jornal devido ao risco de explosão. 

As bombas foram observadas próximas a um bairro residencial na cidade, enquanto outras foram descobertas alojadas num campo próximo do quartel-general onde estava o exército russo. O Ministério da Defesa da Ucrânia se recusou a comentar as acusações, de acordo com o NYT.

O controle de Husarivka foi recuperado pelas forças ucranianas em 26 de março. Antes da guerra, a região tinha em torno 1.000 habitantes. Agora, 400 pessoas seguem residindo na cidade. Mais de 5 milhões de ucranianos já deixaram o país desde o início da guerra, segundo dados da ONU. 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que entre 2.500 e 3.000 soldados ucranianos já morreram desde o início do conflito. Outros 10.000 ficaram feridos.

A Rússia intensificou os ataques contra a Ucrânia em resposta às ofensivas ucranianas nas últimas semanas. O estopim foi a destruição do navio da Marinha russa Moskva, que afundou depois de um incêndio a bordo. 

Poder 360



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