O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), inicia na próxima segunda-feira (2) a segunda etapa do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O primeiro levantamento do ano no município foi divulgado em fevereiro passado.

O trabalho que consiste em um método simplificado para obtenção rápida de indicadores ocorre a cada três meses. O levantamento avalia como está o desenvolvimento do mosquito na localidade monitorada. “O LIRAa é feito a cada 90 dias. Com base nele é feita uma análise estatística onde é escolhido os bairros e os quarteirões que vão ser analisados”, destacou o coordenador do CCZ, João Paulo Silva.

João Paulo frisa que Mossoró tem se destacado no combate ao mosquito causador de dengue, chikungunya e zika vírus com números abaixo dos registrados no Rio Grande do Norte. “Nosso município está se destacando pelo fato de estarmos com a quantidade baixa em relação ao Estado. A regional de Natal está até interessada em saber como está sendo realizado nosso trabalho. A capital do RN está tendo um surto muito grande de dengue”, explicou.

Até o momento a segunda maior cidade potiguar registrou somente 26 casos confirmados de dengue das 545 notificações no período. Houve ainda 88 notificações para a chikungunya e 17 casos confirmados. A zika teve duas notificações e nenhum caso confirmado.

“A gente destaca que o baixo número de casos confirmados até o momento de dengue e chikungunya em Mossoró se deve principalmente pelo nosso trabalho do dia a dia e aos cuidados da população. Vale salientar que os nossos agentes de endemias estão em campo cobrindo as áreas descobertas. Fazemos também o reforço que a população continue os cuidados e redobre a atenção”, explicou.

Outro ponto destacado por João Paulo pelo baixo número de casos no município é devido a utilização do novo larvicida no combate ao mosquito.

“É um larvicida com uso residual mais prolongado que o larvicida anterior. Ele mata de 80% a 90% das larvas em 24 horas e continua sua ação no reservatório até 60 dias, que é justamente o período que o agente demora a passar novamente naquela residência”, disse.


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