O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta 4ª feira (16.mar.2022) que tem esperanças no avanço das negociações com a Ucrânia. A declaração acontece depois de a Ucrânia passar a negociar sobre sua neutralidade, uma das condições impostas pela Rússia para por fim ao conflito.

Em entrevista à RBC News, Lavrov disse que o status neutro da Ucrânia será discutido seriamente com as garantias de segurança da Rússia. “Agora isso está sendo discutido nas negociações — existem formulações absolutamente específicas que, na minha opinião, estão próximas de um acordo”, disse o chanceler.

Uma das condições russas para o fim da guerra é a garantia de que a Ucrânia se manterá com status de neutralidade na política internacional. O Kremlin também pede a desmilitarização e desnazificação do Estado ucraniano.

Lavrov destacou a mudança no posicionamento do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e disse que a mudança do discurso do presidente se mostrou “mais realista”. “Claramente, ele estava fazendo declarações bastante conflituosas antes”, completou o chanceler.

A 4ª rodada de negociações entre os países, que começou na 2ª feira (14.mar), foi adiada novamente na 3ª feira (15.mar). Mykhailo Podoliak, conselheiro da presidência ucraniana, afirmou que as conversas estão “muito difíceis” no momento.

“Existem contradições fundamentais. Mas certamente há espaço para concessões. Durante o intervalo, negociações em subgrupos continuarão”, afirmou em seu perfil no Twitter.

A Ucrânia também se mostra disposta a avançar as negociações para o fim da guerra, mas não vai aceitar as condições russas que colocam em questão sua soberania.

Na 2ª feira (14.mar), as negociações foram interrompidas por uma “pausa técnica” para o “esclarecimento de definições individuais”, que não foram especificadas pelas partes. Há expectativa de que os 2 países avancem a um consenso mais amplo no impasse vigente, com Podoliak afirmando que a agenda seria focada em um acordo político e militar entre as delegações.

A 3ª rodada de negociações entre os países, em 7 de março, estabeleceu compromissos para a formação de corredores humanitários para a retirada de civis das zonas de conflito em cidades da Ucrânia. No entanto, desde a decisão, a retirada de civis tem sido difícil, com acusações mútuas de desrespeito ao cessar-fogo humanitário.

Poder 360



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