O índice utilizado para os reajustes de tarifas públicas e nos contratos de aluguel teve alta de 1,98% em fevereiro. O resultado deste mês do IGP-10 (Índice Geral de Preços–10) ficou acima do 1,79% registrado em janeiro. 

Ainda assim, a inflação medida pelo IGP-10 recuou no acumulado de 12 meses. Saiu de 17,82% no mês anterior para 16,69%. 

Os dados são da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que publicou um novo relatório nesta 3ª feira (15.fev.2022)

A alta de fevereiro foi similar impulsionada por condições similares as de janeiro. O preço das commodities continuam em alta. Entre os principais produtos que alavancaram o IGP-10 estão o minério de ferro, que subiu 8,06%, o milho, com 9,22% e a soja, com alta de 7,32%. 

Além destes, o diesel apresentou alta de 7,71% em fevereiro. O preço do combustível também influenciou o resultado do índice. 

“A contribuição dessas 4 principais [commodities e combustível] responde por 65% do resultado do IPA”, afirmou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços da FGV. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) é um dos 3 índices usados para calcular a inflação pelo IGP-10. 

Com esse cenário, os custos de produção tiveram alta de 2,51% em fevereiro. No mês anterior a variação tinha sido um pouco menor, de 2,27%. 

Já para os consumidores, a inflação pelo IGP-10 variou 0,39%, ficando no mesmo nível do resultado apresentado em janeiro, quando variou 0,40%. As maiores influências para a estabilidade foi uma mudança nas trajetórias da inflação de itens específicos. 

A tarifa de eletricidade, por exemplo, saiu de uma alta de 1,63% em janeiro para queda de 1,44% em fevereiro. Já os preços de roupas variaram menos, 0,50% agora, ante 1,51% no mês anterior. 

No entanto, outras despesas tiveram alta, como o licenciamento do IPVA, que saiu de 0% para 3,71%. Outros itens que pesaram no bolso dos consumidores em fevereiro foram as hortaliças e legumes, que tiveram alta de 8,19%, ante queda de 1,63% em janeiro. 

Já o 3º e último índice do IGP-10 variou mais do que em janeiro. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve alta de 0,61% em fevereiro, ante 0,50% em janeiro. 

Materiais e equipamentos tiveram alta de 0,75% ante 0,91% no mês anterior. Mas serviços acelerou, saindo de 0,97% para 1,66%. Assim como a mão de obra, que saiu de 0,05% para 0,28%.

Poder 360



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