Pelo menos um impasse foi resolvido na terça-feira 22: a que envolve a disputa para uma vaga no Senado Federal pelo Rio Grande do Norte. Em entrevista coletiva, em Brasília e transmitida pelo Instagram, o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), comunicou a retirada de sua candidatura, anunciando apoio ao seu colega de ministério – o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL). “Não serei pré-candidato ao Senado Federal, apesar de estar no meu melhor momento nas pesquisas. 90% de todas as pesquisas do estado me colocam muito bem-posicionado”, declarou Fábio Faria, ressaltando que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não interferiu nas negociações.

No entanto, outro impasse continua: quem disputará o governo do Estado em oposição à reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT). Como o presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB) está em Brasília, criou-se a expectativa de que o nome dele seria anunciado formalmente para concorrer ao governo estadual.

Um balde de água fria foi lançado e tudo continua como antes: só especulações. Como percebe-se, existe o desejo da classe política do RN que faz oposição ao PT, inclusive o ministro Fábio Faria, para que Ezequiel Ferreira dispute o governo do Estado. Porém, o próprio Fábio afirmou que vai depender das conversas, mas nada confirmou. O nome de Ezequiel é bastante cobiçado para se opor a Fátima Bezerra, mas não reflete ainda o desejo do presidente estadual do PSDB, que até o momento, diz que está focado na sua reeleição à deputado estadual e em formar um bom time para as disputas proporcionais pelo seu partido.

A retirada de Fábio Faria da disputa do Senado, mesmo liderando as pesquisas de intenções de votos para senador, era aguardada. Em evento realizado no interior do Estado, o ministro das Comunicações deixou esta ideia nas entrelinhas. E na coletiva desta terça-feira apenas a confirmou. Fábio Faria deixou claro que deseja se dedicar um pouco mais à família. “Tenho 44 anos e quero acompanhar o crescimento dos meus filhos, que por sinal, viajaram hoje sem a minha presença”, disse o ministro das Comunicações para justificar que não concorrerá a nenhum cargo eletivo, mesmo tendo a prerrogativa de disputar a Câmara Federal pelo Rio Grande do Norte ou por São Paulo.

O ministro encerrou ainda as especulações sobre uma possível composição na chapa majoritária encabeçada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), ocupando a candidatura a vice-presidente. ““Ficava muito preocupado em sair do Ministério agora em março e não entregar meu maior legado que é o 5G funcionando. Nós fizemos o leilão, mas o 5G só vai estar nas 27 capitais em julho. E eu tenho muita vontade de poder visitar as 27 capitais e apertar o botão ligando o 5G, porque eu sei o que isso vai impactar a vida das pessoas, eu sei a transformação que isso vai trazer para o país. Eu estava muito desconfortável. Acho que se eu fosse candidato e saísse antes, eu estaria pensando só em mim. Não estava satisfeito com essa decisão. Vou concluir a missão no ministério”, afirmou.

ROGÉRIO MARINHO

Em nota oficial, o ministro Rogério Marinho agradeceu ao colega. “Fábio decidiu abrir mão da sua pré-candidatura ao Senado Federal, pelo nosso RN, em prol de um projeto em que, juntos, vamos levar adiante a mudança necessária na política do Estado e garantir a continuidade do trabalho liderado pelo presidente Bolsonaro, que vem transformando o país para melhor. Fábio está realizando um trabalho excepcional à frente do Ministério das Comunicações, com grandes avanços e entregas, mas ainda com importantes etapas a serem cumpridas. A decisão pela permanência no governo é uma demonstração do seu comprometimento em elevar o Brasil a um novo patamar de conectividade e avanços a partir do 5G. Agradeço o apoio ao nosso projeto de pré-candidatura ao Senado. Juntos, faremos as ações necessárias para enfrentarmos o pacto de mediocridade que hoje comanda o nosso RN. Vamos em frente”.



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