A Polícia Federal concluiu inquérito do chamado “decreto dos portos” e pediu indiciamento e bloqueio de bens do presidente Michel Temer, da filha dele, Maristela, e de mais nove pessoas. A investigação foi conduzida pelo delegado Cleyber Malta Lopes.
No relatório, a PF ainda pediu a prisão preventiva do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente, e de outras três pessoas.
Um dos focos da investigação é um decreto sobre o setor portuário editado no governo Temer. As suspeitas são de que Temer poderia ter agido para beneficiar empresas do setor em troca de propina.
As suspeitas foram levantadas a partir da delação da JBS. O inquérito no STF foi aberto em setembro do ano passado. O presidente tem negado a prática de qualquer irregularidade.
Relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luís Roberto Barroso encaminhou o documento à PGR (Procuradoria-Geral da República) na terça-feira (16) e vai esperar manifestação sobre se a procuradora-geral, Raquel Dodge, apresentará ou não denúncia sobre o caso.
Barroso também solicitou à PGR que se manifeste sobre os pedidos de prisão e de bloqueio de bens apresentados no relatório da PF.
Confira a lista dos 11 indiciados, de quem a PF também pede bloqueio de bens:
- Michel Temer – presidente da República
- Rodrigo Santos da Rocha Loures – ex-assessor do Planalto
- Antônio Celso Grecco – executivo da Rodrimar
- Ricardo Conrado Mesquita – executivo da Rodrimar
- Gonçalo Borges Torrealba – um dos sócios do grupo Libra
- João Baptista Lima Filho – ex-coronel da PM e amigo de Temer
- Maria Rita Fratezi – mulher do coronel Lima
- Carlos Alberto Costa – sócio do coronel Lima na Argeplan
- Carlos Alberto Costa Filho – sócio do coronel Lima na AF Consult
- Almir Martins Ferreira – contador da Argeplan
- Maristela de Toledo Temer Lulia – filha do presidente Temer
Folha de São Paulo



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