Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) decidirão no segundo turno quem será o presidente do Brasil pelos próximos quatro anos, segundo os dados de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados na noite deste domingo (7). Eles disputam a Presidência pela primeira vez.
O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, os dois primeiros colocados foram dos dois partidos, com duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014).
Após a confirmação do resultado, Bolsonaro afirmou que o Brasil não pode "dar mais um passo à esquerda" porque, segundo ele, está "à beira do caos. Ele falou em "unir o nosso povo, unir os cacos que nos fez o governo da esquerda no passado".
Haddad também se referiu à necessidade de união. "Queremos unir as pessoas que têm atenção aos mais pobres desse país tão desigual", declarou. O presidenciável do PT disse que, para isso, contará com "uma única arma: o argumento".
A campanha
A campanha eleitoral teve início em agosto com 13 candidatos à Presidência da República, o maior número de concorrentes desde 1989, quando houve 22 postulantes.
A corrida ao Planalto deste ano foi marcada por dois fatos que podem ter influenciado até mesmo o desempenho de outras candidaturas:
- O registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva foi rejeitado; o PT substituiu o ex-presidente por Fernando Haddad;
- Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) e ficou 23 dias internado.



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