A semana que está chegando ao fim foi marcada pela entrada na Câmara Municipal de Mossoró de projeto de lei de autoria do Poder Executivo municipal, que visa criar a AMR (Agência Mossoroense de Regulação de Serviços Públicos).
A autarquia, se criada, pode se configurar em um verdadeiro "nó", sendo dado pela administração que está saindo, do prefeito Francisco José Júnior (PSD) na gestão futura da prefeita eleita, Rosalba Ciarlini (PP), à beira do seu início, diga-se de passagem.
Ocorre que esse verdadeiro "nó" que está sendo engendrado pelo prefeito Francisco José Júnior com votação prevista na Câmara Municipal na sessão ordinária dessa terça-feira, 29, conferirá ao jovem burgo mestre a prerrogativa de nomear, em caráter irrevogável, pelos próximos cinco anos, o presidente da entidade em vias de ser instituída.
Associe-se a isto o fato de que mais 21 cargos em comissão estarão sendo criados para os quais o presidente indicado pelo prefeito passará a deter o poder de nomear todos eles com salários que, se somados ao do próprio presidente, chegam ao valor de R$ 92.000,00.
Ou seja, o super cargo de presidente, claro, será exercido sob a influência do prefeito que sai ao exercer a função fiscalizadora da nova gestão como também na escolha de nomes para compor o quadro de servidores municipais lotados na nova entidade.
Seria uma espécie de poder paralelo a ser exercido por um agente público defenestrado do cargo por falta de votos na urna. Mais do que isto, protagoniza-se no país de Mossoró a versão do cinema de uma ficção de sucesso, em que a personagem principal nunca morre.
Isso mesmo, seria a criação, com endosso da Câmara Municipal de Mossoró, de uma nova função para um agente público: o prefeito highlander.
Pode isso, Arnaldo? Fica a pergunta bem ao estilo futebolístico.

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