Marketing do candidato à reeleição utiliza apenas o pré-nome Francisco na presente campanha eleitoral em Mossoró
Um simples Francisco como prefeito de Mossoró.
Parece ser esse o objetivo do comando da campanha do atual prefeito, Francisco José Júnior, também conhecido como Silveira Júnior, para tentar alavancá-lo na tentativa de reeleição.
Além da clara busca pela adequação em sua comunicação visual, em termos de ocupar menos espaço, o marketing do candidato mira, ao mesmo tempo, certamente, descolá-lo da imagem de gestor com alto índice de rejeição e desaprovação, como se o Francisco candidato fosse uma outra pessoa.
Caso contrário, por que não o nome composto usual utilizado enquanto administrador do município e herdeiro político do seu pai, Francisco José?
Em peças publicitárias e releases enviados à imprensa, apenas a menção Francisco 55. Vendo por um ângulo positivo dentro dos conceitos de marketing eleitoral, dá para subentender que a ideia é também de fixar melhor o nome na cabeça das pessoas.
Fica também a brecha em associá-lo à imagem da simplicidade, de um
"Francisco qualquer" também poder administrar uma cidade do tamanho de Mossoró em contraponto aos nomes de famílias tradicionais, como os Rosado.
Ou, quem sabe, à imagem franciscana daqueles que abrem mão de tudo pelos pobres, advinda dos gestos de humildade de São Francisco, que inspirou a escolha para o nome do papa atual. Este, verdadeiramente pop.
Mas, "peraí". O atual prefeito é conhecido pelo seu estilo garboso. E agora vamos ter que enxergá-lo como um Francisco qualquer?
Ah, entendi. Em verdade, Francisco é um nome que está na moda. Moda é classe. Então tem a ver neste ponto.
Só é preciso lembrar às cabeças pensantes do alto escalão da campanha de Francisco que uma marca e um slogan associado não podem vir do nada. Trazem consigo a representação de uma satisfação de necessidades das pessoas, como produto, serviço ou ideia. É uma promessa de benefício com eficácia comprovada.
Atentando-se a isso, não se corre o risco de termos um rótulo/embalagem sobre algo inacabado ou inexistente, a não ser que se recorrido à ideia das latinhas de ar, como as souvenirs atualmente vendidas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, a exemplo de outras cidades do mundo em que tem virado moda para turista levar para casa o ar dos destinos visitados. Ou seja, um "nada" embalado para presente.
Aí, terei que me render a tanta modernidade conceitual de marketing até então inalcançada por nós, pobres mortais.
A campanha de tiro curto, em verdade, é quem dirá se iremos avançar como cidade ou iremos do nada para lugar algum.
Como também, se, a exemplo do papa, um candidato com o nome de Francisco também pode ser pop nas condições impostas atualmente.

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