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Investigadores da Lava Jato informam que a maior operação do Brasil está longe do fim, apesar de o nome da nova fase deflagrada nesta terça-feira (2) ser "Resta Um", referência à última das empresas identificadas como integrante do corrupto cartel na Petrobras. Ao Blog, procuradores e delegados reiteraram que as investigações têm "muita água a rolar", aproximadamente dois anos, como já havia dito o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, neste espaço.

 
Ao divulgar a 33ª fase da Lava Jato nesta terça (2), a Polícia Federal tomou o cuidado de reforçar que "a menção a 'Resta Um' remete tão somente ao fato de se tratar da última empresa de grande porte investigada na formação de cartel junto a Petrobras, e não [...] a um possível encerramento das investigações da Lava Jato, que busca alcançar diversos fatos criminosos e [outros] envolvidos". 
 
Principal alvo da nova etapa, a construtora Queiroz Galvão, terceira colocada no volume de contratos com a estatal do petróleo, teve ex-executivos presos preventivamente e está sob suspeita de realizar pagamentos de milhões de dólares em propinas por meio de contas secretas no exterior. Segundo informações repassadas ao Blog, o Ministério Público Federal ainda não identificou todos os  beneficiários desses pagamentos.
 
A "Resta Um" mira ainda a tentativa de obstrução de investigação realizada pela CPI da Petrobras, em 2009, e "indícios concretos" de pagamentos da construtora com o objetivo de dificultar os trabalhos da comissão. Reunião realizada no mesmo ano negociou o apoio do então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, para esvaziar investigações no Senado.

*Matheus Leitão G1


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