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Sem nunca antes ter passado de fase em Olimpíadas, seleção masculina entra em quadra já classificada e perde para Suécia. Time pode pegar atual bicampeã olímpica.

Brasil x Suécia handebol (Foto:  France v Denmark - Future Arena - Rio de Janeiro, Brazil - 15/08/2016. Joao Silva (BRA) of Brazil and Jim Gottfridsson (SWE) of Sweden in action. REUTERS/Damir Sagolj)
Jogador sueco passa por marcador brasileiro (foto: REUTERS/Damir Sagolj)

Já estava tudo definido quando a seleção masculina de handebol do Brasil entrou em quadra para enfrentar a Suécia, na tarde desta segunda-feira, na Arena do Futuro. A vaga inédita na fase de mata-mata de Jogos Olímpicos já estava nas mãos, assim como a terceira colocação do Grupo B. Motivos mais do que suficientes para os meninos entrarem em quadra com o freio de mão puxado. Longe de conquistarem uma vitória para fechar a primeira fase com chave de ouro, os brasileiros não foram páreos para os oponentes europeus. Os suecos, atuais vice-campeões olímpicos, mesmo já eliminados na lanterna, resolveram jogar como não fizeram durante todo torneio. E levaram a melhor por 30 a 19, se despedindo da Olimpíada com esse único triunfo em solo carioca.

- Agora é recuperar o mais rápido possível. Temos um páreo muito duro pela frente, é mata-mata e espero que a gente consiga essa classificação para as semifinais - disse o central João, que foi poupado e praticamente não atuou diante da Suécia.
A seleção brasileira encerra a primeira fase com duas derrotas, um empate, mas duas vitórias importantíssimas, que ajudaram demais a equipe a garantir a classificação inédita. Elas foram na estreia sobre a Polônia, terceira colocada no último Mundial, e sobre a Alemanha, atual campeã europeia e líder do ranking mundial.
- Na história do handebol brasileiro, nós nunca tínhamos ganhado de um time como foi com a Polônia e a Alemanha. Foi surpreendente. Empatamos com o campeão da África, o Egito. Conseguimos dar um sufoco na Suécia. Para nós, a evolução do handebol brasileiro é muito grande. Pela estrutura que temos. Os atletas deixaram suas famílias, foram em busca de melhorar o seu nível. Essa é uma equipe nova, que tem muitos sonhos. Estamos batalhando muito para concretizar essas ações. Temos que ficar felizes pelo que apresentamos e tentando sempre fazendo o melhor a cada jogo - comentou o goleiro Maik, único jogador do elenco a ter disputado uma Olimpíada (Pequim 2008).

Com o terceiro lugar do Grupo B, o Brasil pega quem ficar em segundo no A. A seleção masculina aguarda o duelo entre Croácia e Tunísia, às 19h50 (de Brasília), para saber justamente quem vai encarar na próxima fase. Medalhistas de bronze em Londres 2012, os europeus são favoritos e assumem a liderança da sua chave caso consigam a vitória, determinando, dessa forma, que os donos da casa enfrentem a França, atual bicampeã olímpica e campeã mundial. Se os croatas empatarem ou perderem para os tunisianos, serão eles os próximos adversários da equipe brasileira, nesta quarta-feira, às 10h (de Brasília).
O Brasil soube que já havia se classificado quando a Eslovênia derrotou a Polônia, na manhã desta segunda-feira, na partida de abertura da quinta rodada do torneio de handebol masculino. Se juntam à seleção brasileira na próxima fase a líder Alemanha, a vice-líder Eslovênia e a quarta colocada Polônia. Pelo Grupo A, estão garantidos a França, a Croácia e a Dinamarca. Ou o Catar ou a Argentina pega a última vaga. Todas as partidas das quartas de final serão disputadas nesta quarta-feira, na Arena do Futuro.

O último jogo do dia, pela chave A, às 21h50 (de Brasília), define o último classificado para a próxima fase. Atual vice-campeão mundial, o Catar tem a vantagem do empate contra Argentina, para levar a vaga.
O JOGO
Não importasse o que acontecesse, o Brasil sairia de quadra com a classificação inédita e a terceira colocação do grupo. Até por isso o técnico Jordi Ribera se sentiu à vontade para rodar mais os jogadores. Reserva nas últimas partidas, o goleiro Bombom começou jogando, assim como o ponta Lucas e o armador Léo. Mais consistentes, os suecos impuseram um forte ritmo e emplacaram uma vantagem de sete gols (16 a 9) quando a seleção trocava o goleiro por um jogador de linha. Um gol a mais e o Brasil foi para o intervalo perdendo por 16 a 10.
Na volta para etapa final, Maik reassumiu a baliza, e jogadores considerados titulares deram as caras em quadra. Caso do ponta Chiuffa, que levantou a galera na Arena do Futuro ao reduzir a vantagem europeia para três gols à metade do segundo tempo (19 a 16). Porém, com desatenções no ataque e na defesa, além de permitir muitos contra-ataques, os brasileiros viram a Suécia abrir oito de frente cinco minutos depois (25 a 17). A dois minutos do fim, a vantagem era de dez (29 a 19). E ainda deu tempo de Gottfridsson marcar um último gol sueco antes do apito final (30 a 19).

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