Tem sido mais do que dificultosa a relação entre o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), e demais vereadores.
O período de recesso dos trabalhos em plenário atualmente vivenciado, associado à tensão pré-campanha tende a agudizar o problema.
Embora atenuada com a falta da transmissão ao vivo das cenas de entrevero proporcionadas durante a realização das sessões ordinárias - suspensas pelo recesso - as quais, acontecidas com frequência justamente por não existirem reuniões internas entre eles, poderá passar a dar uma conotação de que fora colocados "panos quentes" na complicada situação.
No entanto, deverá estar em plena efervescência. Claro, o clima se dá na esteira da suspensão do pagamento da verba indenizatória dos últimos dois meses de todos os vereadores, os quais alegam estarem com o exercício de seus mandatos inviabilizados por conta da medida tomada pela presidência da casa; em atendimento a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Fato é que a falta de diálogo predominante apresenta-se como a verdadeira raiz do problema.
Um verdadeiro paradoxo estabelecido no poder legislativo mossoroense, a quem setores da sociedade civil normalmente recorrem para mediar discussões com outros poderes e órgãos governamentais.
Ou seja, externamente a Câmara Municipal tem sempre uma palavra amiga, ao passo que internamente tem se limitado a cumprir recomendações e decisões judiciais, demonstrando uma imensa incapacidade de diálogo entre os pares.
Uma situação de 1 contra 20 - ou 20 contra 1, como queiram - extremada e nociva a essência democrática que devem reger um parlamento e que tem deixado por vezes de lado a discussão dos verdadeiros problemas da cidade, algo visível nas transmissões pela TV nos momentos cruciais da realização das sessões ordinárias as terças e quartas
Enquanto que com a câmera desligada sobra de forma literalmente silenciosa um parlamento com seus integrantes sem parlamentar entre si. Até quando?
Voltaremos ao tema.

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