O Tribunal de Contas do Estado divulgou nota oficial trazendo detalhes sobre a operação Implosão, deflagrada hoje em Parnamirim e que recai sobre supostas irregularidades cometidas na Prefeitura daquela cidade.
Participam da operação 26 Promotores de Justiça, cerca de 100 Policiais Militares, e 3 inspetores de controle externo do TCE/RN, os quais se dirigiram às Secretarias Municipais de Obras e de Planejamento e Finanças, para cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão e 21 de mandados de condução coercitiva expedidos pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim, além de auditar licitações sob suspeita.
As investigações no MPRN identificaram, ainda, indícios de irregularidades em diversos procedimentos licitatórios, do período de 2009 a 2015, “consubstanciados em fracionamento indevido de licitação; ausência de processos de pagamentos; rodízios entre as empresas participantes para a prestação de serviços de pavimentação de ruas e construção de obras públicas; existência de vínculos entre os sócios das empresas investigadas; existência de empresas “fantasmas” vencedoras de licitações; existência de empresas cujo quadro societário é formado por beneficiários de bolsa família ou por “laranjas”; dentre outras”, as quais também serão objeto de apuração simultânea no âmbito do Tribunal de Contas.
A operação ocorre um mês após a assinatura do acordo de cooperação técnica que o TCE/RN firmou com o MPRN para o compartilhamento de força de trabalho entre as duas instituições. O acordo permite a realização de atividades de controle externo de forma conjunta, compartilhando informações, sempre que o procedimento em questão se relacionar com as competências dos dois órgãos.
O secretário de Controle Externo do TCE, Anderson Brito, destaca a importância do compartilhamento de informações e de pessoal entre instituições em ações como essa. “A operação Implosão, deflagrada com a participação efetiva do TCE/RN, o qual compartilhou informações e sua força de trabalho, é um forte exemplo dos resultados que a união das diversas instituições de controle pode gerar no combate à malversação dos recursos públicos”.


Postar um comentário