Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a detenção de Renan, do senador e ex-ministro do Planejamento do governo Temer Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente José Sarney, por tentativa de barrar a Operação Lava-Jato. No caso de Sarney, foi pedido o uso de uma tornozeleira eletrônica.O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira que opedido de prisão contra ele, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é “desproporcional e abusivo”.
Renan afirmou que “está sereno”. “O presidente considera tal iniciativa, com o devido respeito, desarrazoada, desproporcional e abusiva”, diz nota de sua assessoria. Renan mandou um recado velado a Janot. “Todas as instituições estão sujeitas ao sistema de freios e contrapesos e, portanto, ao controle de legalidade. O Senado Federal tem se comportado com a isenção que a crise exige e atento à estabilidade institucional do país.”
Além do pedido de prisão de Sarney, Renan e Jucá, que foram flagrados tramando contra a Lava-Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Janot pediu a prisão do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por ele continuar interferindo no andamento dos trabalhos da Casa. A informação foi divulgada pela TV Globo, também na manhã desta terça. Nesta manhã, o Conselho de Ética se reúne para votar o relatório do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que indicou cassação de Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar.
Machado afirmou ter repassado R$ 70 milhões a políticos do PMDB. Os pedidos de prisão já estariam com o ministro Teori Zavascki, do STF, há mais de uma semana. Segundo a reportagem, caso Machado não tivesse gravado a trama, a legislação seria modificada para impedir que presos pudessem firmar acordos de delação premiada. O instrumento vem sendo usado como chave para a descoberta de novas linhas de investigação desde o início da operação, tendo exercido papel central em pedidos de inquéritos no STF inclusive contra o presidente do Senado.
Nas gravações, Sarney sugere que dois advogados de sua confiança, Cesar Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e Eduardo Ferrão, conversem com Teori para tentar barrar a Lava-Jato na Suprema Corte.


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