Fácil

 




Tinha tudo de um bom carnaval, gente animada na rua, trios elétricos, camarotes estruturados, segurança, ambulantes faturando alto, bares e lanchonetes abertos, fantasias e muito axé, em um Pingo da Mei Dia que não lembra em nada o mês junino.

A despeito do sucesso de público e até de crítica, foi assim que ficou a impressão da edição deste ano do Pingo da Mei Dia, está mais para um carnaval fora de época. Ou mesmo de época.

Assim sendo, cai por terra a defesa de que Mossoró não tem condições de fazer um bom carnaval, pois está aí no formato do Pingo da Mei Dia o projeto ideal. Basta acrescentar as escolas de samba e blocos carnavalescos tradicionais da nossa cidade, os quais poderiam anteceder a passagem dos trios, cumprindo o mesmo percurso, tudo em nome do resgate e da valorização dos carnavalescos  históricos que estão aí, sedentos por uma oportunidade para mostrar toda a criatividade e talento que um dia pontuou o período momesco de uma Mossoró de outrora.

Bandas de qualidade e com possibilidade de contratação a preços módicos e justos, já temos.

O Pingo da Mei Dia, com animação de bandas e talentos da terra, como David & Alina, Renata Falcão, Everton Linhares, Gianinni Alencar, André Luví, entre outros, prova que não precisa trazer ninguém da Bahia a peso de ouro. 

Aliás, da Bahia já basta mesmo Nil Costa, que entende como ninguém do riscado e já está aqui entre nós.

Ou seja, não ficou a desejar a parte da animação e as bandas locais são, literalmente, um show.

Embora, neste episódio, tenha faltado o bom censo de tocar as músicas características do nosso São João.

Pelo menos, predominantemente, pois sobrou metralhadora e outros hits modistas para uma festa que é para ser, essencialmente, de exaltação às nossas raízes "pé de serra".   

No geral, o evento Pingo da MEi Dia é um sucesso, e não é de hoje. 

E por que não fazer o mesmo pelo nosso carnaval? 

Vamos avançar.

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