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O presidente em exercício Michel Temer comanda na tarde desta terça-feira (17) uma reunião no Palácio do Planalto com a nova equipe econômica do governo. O encontro foi confirmado pela assessoria de Temer e teve início pouco depois das 16h.
Este é o primeiro encontro oficial da equipe desde que Temer passou a ocupar o cargo de presidente em exercício, em razão do afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado, durante o processo de impeachment.

Foram convidados para a reunião o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; Ilan Goldfajn, indicado para a presidência do Banco Central; Tarcício Godoy, secretário-executivo da Fazenda; Carlos Hamilton, secretário de Política Econômica da Fazenda; Mansueto Almeida, secretário de Acompanhamento Econômico da pasta; Otávio Ladeira, secretário do Tesouro Nacional; e Jorge Rachid, secretário da Receita Federal.
Mais cedo, Jucá participou de um evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro (RJ).
Desafios
Logo depois de assumir, na última semana, a nova equipe econômica anunciou o corte de cargos comissionados e também emitiu sinais sobre o que pretende levar adiante na administração de Michel Temer.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, informou que o governo quer cortar até 4 mil cargos de confiança e funções gratificadas, o que representa 18,4% do total. O governo federal tem hoje 21,7 mil cargos comissionados, sendo 16.085 ocupados por servidores de carreira e 5.615 por não concursados.
Já o titular do Ministério da Fazenda e comandante da equipe econômica, Henrique Meirelles, informou que o reequilíbrio das contas públicas é importante para a retomada da confiança na economia brasileira e para estimular investimentos, de modo que o país volte a crescer e a gerar empregos.
Ele admitiu que o rombo nas contas do governo pode ficar acima dos R$ 96,6 bilhões neste ano, valor proposto ao Congresso Nacional pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff, e não descartou aumento de impostos, mas disse que, se essa medida for tomada, será "temporária."
Meirelles também defendeu que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pelo INSS. Em sua visão, a medida é fundamental para garantir o financiamento da Previdência. E afirmou ainda que o governo manterá o atual formato de correção do salário mínimo, que prevê a atualização dos valores pela inflação do ano anterior e pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
O novo ministro da Fazenda indicou ainda que o governo do presidente em exercício Michel Temer poderá rever subsídios (incentivos dados a diversos setores). Entretanto, disse que serão considerados "direitos adquiridos".
Henrique Meirelles também declarou que o impasse sobre a dívida dos estados com a União precisa ser equacionada. O governo anterior, da presidente Dilma Rousseff, propôs a renegociação das dívidas estaduais estendendo seu prazo por mais 20 anos, além da mudança do indexador dos contratos e um desconto adicional nas parcelas mensais por até dois anos.

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