Maioria quer saída de Dilma e Temer
Em nova pesquisa Datafolha, a maioria defende a saída da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer, seja por impeachment, seja por renúncia. Esta é a manchete da Folha de S. Paulo deste domingo (10): “61% defendem impeachment de Dilma, e 58%, o de Temer”.
A presidente teve ligeira melhora. Na última pesquisa, logo após as grandes manifestações e a divulgação do seu diálogo sobre o termo de posse com o ex-presidente Lula, 68% haviam defendido o impeachment. Subiu de 27% para 33% os que são contra o impedimento.
A mesma pesquisa mostrou que Lula e a ex-senadora Marina Silva (Rede-AC) lideram -- tecnicamente empatados -- mas com ligeira vantagem para o ex-presidente, a corrida presidencial. No cenário em que disputam com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a intenção de voto ficou assim: Lula 21%, Marina 19% e Aécio 17%. A taxa de rejeição de Lula é de 53%.
Quanto a situação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), 77% são favoráveis à sua cassação; 64% apoiam o trabalho do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, e 13% o desaprovam.
No Congresso, avançam propostas que, se aprovadas, significarão derrota para a luta contra a corrupção no Brasil. A raciocínio é a manchete de O Globo: “Combate à corrupção já enfrenta ataques”. Há medidas em vigor que enfraquecem o trabalho anti corrupção, como a MP que modificou acordos de leniência com empresas infratoras.
O Estado de S. Paulo informa na manchete que “contra impeachment, Dilma negocia cargos com verbas de R$ 38 bi”. Um dos cargos mais importantes, o Departamento Nacional de Obras contra as Secas, foi entregue ao PP, que tenta, também, assumir o Ministério da Saúde e promete à presidente 25 a 30 votos de sua bancada de 51 deputados.
A estratégia do governo é conseguir voto contra o impeachment ou, pelo menos, abstenção no PP, Pros, PDT, PTN e em parte do PMDB. O Banco Central estabeleceu que Cunha terá de pagar multa de R$ 1 milhão. Em relatório que a Folha publicou na edição de sábado (9), o jornal informa que o BC concluiu, “acima de qualquer dúvida razoável”, que Cunha tem contas no exterior. Em outubro, o blog revelou o caminho do dinheiro do parlamentar.
O Globo ouviu políticos da oposição e eles dizem que a decisão da Caixa – de ignorar a recomendação do conselho e não pagar as pedaladas – reforça o impeachment. O Supremo Tribunal Federal (STF) não deve rever a decisão que for tomada no Congresso sobre o impeachment. Em entrevista ao Globo, o cientista Jairo Nicolau alerta para o fato de que “nenhuma força política une o país”.
Em entrevista à Folha, o presidente do Santander, Sérgio Rial, diz que bancos estão evitando quebradeira. O Estadão entrevista Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment, e que viralizou na internet por excessos no palanque. A jurista chorou quando falou de Dilma, afirmando que sabe que a presidente está sofrendo.
Os jornais tratam também do tema desemprego. Segundo o Estadão, 282 pessoas perdem o emprego a cada hora. O Globo faz reportagem sobre como os desempregados estão à procura de renda e mostra um garçom que vende bebida nos sinais, vestido a caráter.
Outras notícias em destaque: O Globo publica reportagem sobre a perda de força da esquerda latino americana; Peru vai às urnas com a filha de Fujimori ligeiramente na frente; Para criar clima positivo, o governo vai liberar R$ 7,5 bi para idosos.
77% defendem cassação de Eduardo Cunha, aponta Datafolha
Pesquisa do instituto Datafolha divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" neste domingo (10) apontou que 77% dos eleitores defendem que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seja cassado pela Casa.
No levantamento, 11% se declararam contrários à cassação do peemedebista e 9% não souberam ou não responderam.
A pesquisa foi realizada nos dias 7 e 8 de abril, em 171 municípios, e ouviu 2.779 pessoas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os resultados podem exceder ou ficar abaixo dos 100% devido a arredondamentos, explicou o instituto de pesquisa.
Na última pesquisa, em março deste ano, 80% queriam a cassação do deputado e 8% eram contrários à sua cassação.
A pesquisa também ouviu os eleitores sobre o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e sobre intenção de voto em quatro simulações da corrida presidencial de 2018.
Ainda de acordo com o levantamento do Datafolha, 73% dos eleitores se disseram favoráveis à uma eventual renúncia de Cunha ao seu mandato. Já 15% disseram que ele deveria continuar e outros 12% não responderam ao questionamento.
Saída de Cunha
O Datafolha perguntou aos entrevistados se eles são a favor ou contra a renúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Veja os resultados da pesquisa Datafolha:
- A favor: 77%;
- Contra: 11%;
- Não sabe: 9%.
O Datafolha perguntou aos entrevistados se eles são a favor ou contra a renúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Veja os resultados da pesquisa Datafolha:
- A favor: 77%;
- Contra: 11%;
- Não sabe: 9%.
Com relação a uma possível renúncia do peemedebista, os entrevistados responderam se ele deveria ou não renunciar. Veja os resultados da pesquisa Datafolha:
- Deveria renunciar: 73%
- Não deveria renunciar: 15%
- Não souberam responder: 12%
- Deveria renunciar: 73%
- Não deveria renunciar: 15%
- Não souberam responder: 12%
Cunha é investigado no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar por, supostamente, ter mentido à CPI da Petrobras quando declarou não ter contas não declaradas no exterior. Ele foi denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) em um inquérito que aponta que ele é proprietário de contas secretas na Suíça.
Além disso, o peemedebista é réu em uma ação da Operação Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.
Congresso
A pesquisa também ouviu os eleitores sobre a opinião deles em relação aos trabalhos realizados pelo Congresso Nacional. De acordo com o levantamento, 43% avaliam o desempenho dos parlamentares como "regular"; outros 41% avaliam como "ruim ou péssimo"; e outros 11% entendem que o Congresso realiza um trabalho "ótimo ou bom".
A pesquisa também ouviu os eleitores sobre a opinião deles em relação aos trabalhos realizados pelo Congresso Nacional. De acordo com o levantamento, 43% avaliam o desempenho dos parlamentares como "regular"; outros 41% avaliam como "ruim ou péssimo"; e outros 11% entendem que o Congresso realiza um trabalho "ótimo ou bom".
*G1


Postar um comentário