Havia previsão de que a presidente falasse nesta sexta em cadeia nacional.
Planalto afirmou que vídeo de Dilma será veiculado nas redes sociais.
A assessoria do Palácio do Planalto informou que a presidente Dilma Rousseff desistiu de fazer um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite desta sexta-feira (15) para se manifestar contra o processo de impeachment que enfrenta na Câmara dos Deputados.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o vídeo gravado pela presidenta sobre o processo de impeachment será divulgado nas redes sociais.
Ainda de acordo com a assessoria, a decisão de veicular a gravação por meio de cadeia nacional de rádio e TV havia sido tomada pelo Secretaria de Comunicação Social. No entanto, destacou a secretaria, após avaliar qual seria, no momento, a estratégia mais adequada para divulgar o vídeo, o governo decidiu que o pronunciamento da presidente "alcançaria seus objetivos se amplamente veiculado pela internet". Atualmente, Dilma tem perfis no Facebook, no Twitter, no Instagram e no Vine.
Apesar da versão oficial, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) – que se reuniu nesta sexta com Dilma no Palácio do Planalto –, explicou, ao deixar a audiência com a presidente, que o governo decidiu cancelar o pronunciamento em razão de uma recomendação do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
Diante dos rumores de que a presidente iria fazer um pronunciamento em rede nacional para contestar o processo de impeachment, o PSDB e o Solidariedade protocolaram ações civis na Justiça Federal de Brasília para tentar impedir a fala da petista na TV e no rádio.
No final da tarde, a juíza Ivani Silva da Luz indeferiu o pedido do Solidariedade, sob o argumento de que partido político não pode protocolar ações civis públicas, como a usada pelo Solidariedade. Porém, a juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal, acatou o pedido do PSDB e concedeu uma liminar que proíbe a presidente da República de convocar cadeia nacional de rádio e TV para solicitar apoio contra o impeachment.
"Houve uma avaliação do ministro José Eduardo Cardozo de que, no momento de fase final e de entendimento com o parlamento, é mais importante prioritário dispender energia nisto [conseguir votos no Congresso], e não numa suposta nova polêmica. Claro que, do ponto de vista constitucional, não haveria problema [no pronunciamento], mas, para evitar polêmica, [cancelar] foi uma medida mais ajustada", afirmou Dino.
dia de Dilma
Na manhã desta sexta, a Câmara deu início à sessão para partidos e líderes partidários se pronunciarem sobre o processo de afastamento da presidente. A votação para decidir se a Casa abrirá ou não o processo de afastamento ocorrerá a partir das 14h de domingo (17).
Na manhã desta sexta, a Câmara deu início à sessão para partidos e líderes partidários se pronunciarem sobre o processo de afastamento da presidente. A votação para decidir se a Casa abrirá ou não o processo de afastamento ocorrerá a partir das 14h de domingo (17).
Apesar do risco de ser deflagrado o processo de impeachment nos próximos dias, Dilma tentou manter a normalidade de sua rotina nesta sexta-feira. Logo cedo, a presidente fez seu habitual passeio de bicicleta nos arredores no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Ao longo do dia no Palácio do Planalto, a petista recebeu os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT), e da Bahia, Rui Costa (PT), além de parlamentares dos dois estados.
À tarde, a presidente teve uma reunião com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. A agenda oficial da presidente não prevê compromissos oficiais para a noite desta sexta-feira.

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