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Nuvem de palavras mostra principais termos usados na sessão (Foto: Reprodução/Tagul)


A sessão da Câmara que determinou o envio do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff ao Senado foi marcada por discursos evocando Deus e por homenagens a familiares, principalmente filhos, esposas e netos.
O termo ‘voto’, campeão, foi proferido quase mil vezes – a maiorias delas no final dos discursos, quando os parlamentares anunciaram sua posição em relação ao andamento do processo.
Por 367 a favor e 137 contra (além de sete abstenções e duas ausências), a Câmara aprovou no final da noite de domingo (17) a autorização para que o impeachment tenha prosseguimento. Caberá agora ao Senado analisar se afasta ou não a presidente e, depois, se a retira do cargo.
O levantamento das menções nos discursos foi feito levando em conta apenas o período de voto. A íntegra da sessão, incluindo os discursos de líderes, pode ser acessada aqui.
G1 contabilizou 58 menções a Deus nas falas de 50 deputados federais (quase 10% da Casa).
O próprio presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o evocou ao dar o seu “sim”. “Que Deus tenha misericórdia desta Nação”, afirmou.
O número de citações a Deus fez o deputado Patrus Ananias (PT-MG) criticar os colegas ao dizer que “jamais viu e ouviu tantas afrontas ao segundo mandamento da lei de Deus” – o que prega que seu nome não seja tomado em vão.
Família
A palavra ‘família’ também foi bastante proferida assim que teve início a votação (mais de 110 vezes). Os filhos foram utilizados como justificativa para o voto por 72 parlamentares, que também fizeram homenagens a pais, esposas e netos.
O deputado Marcelo Álvaro Antônio (PR-MG) chegou a voltar ao microfone, quatro deputados após sua fala, para dizer que havia esquecido de “mandar um abraço” para o filho.
Golpe
O termo ‘golpe’ foi utilizado 96 vezes. Segundo o levantamento, 57 deputados usaram o bordão “não ao golpe” ao se declarar contra o impeachment. Apenas o deputado João Daniel (PT-SE) utilizou o termo seis vezes durante a fala.
Outros sete deputados, por sua vez, ao fazer a defesa do “sim”, declararam que o processo é constitucional e não se trata de um golpe.

Lula e Temer

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