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Após a terceira reunião de líderes da oposição no dia, o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), anunciou que, a partir da próxima semana, a oposição vai barrar todas as votações na Câmara dos Deputados até que a comissão especial de impeachment, que avalia processo contra a presidente Dilma Rousseff, seja instaurada. A medida é uma retaliação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“Os líderes da Câmara dos Deputados tomam hoje uma decisão, respaldada pela direção dos partidos de oposição, para a partir da próxima segunda-feira interromperem as votações na Câmara dos Deputados até que se veja instalada a comissão do impeachment”, anunciou Aécio ao lado do líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), e do líder do líder do DEM, Pauderney Avelino (AM).
“Vamos obstruir as votações e exigir a instalação imediata da comissão especial que vai analisar o impeachment da presidente”, confirmou Imbassahy. De acordo com ele, a decisão veio como reação à proposta de delação premiada de Delcídio Amaral (PT-MS) e à ação da Polícia Federal que atingiu o núcleo do PT ao conduzir coercitivamente o ex-presidente Lula nesta sexta-feira, 4.
A ação da oposição tem como objetivo pressionar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que travou o processo ao questionar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito de condução do pedido de afastamento. Imbassahy garantiu que não será necessário esperar decisão do STF em resposta aos embargos enviados por Cunha.
“O Supremo já tomou uma decisão e queremos acompanhar a decisão do STF. Vamos seguir essa orientação e permitir que se faça a instalação mediante a indicação das lideranças partidárias de forma proporcional”, informou Imbassahy. Ainda de acordo com ele, já houve uma conversa prévia com Cunha, que decidiu dar encaminhamento à comissão de impeachment. “Quanto aos embargos, ele pode prosseguir com eles. O que não pode é ficar ad eternum sem tomar decisão.”

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