Presidente Dilma Rousseff reúne governadores no Palácio do Planalto e recebe apoio
Dezesseis governadores que se reuniram com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, divulgaram documento intitulado “Carta pela Legalidade”, em apoio ao seu mandato e “contra o acolhimento do pedido de abertura de processo de impeachment”. Antes da divulgação do texto, 15 dos governadores participaram de encontro com Dilma, no Planalto, durante uma hora e meia. Na saída, endossaram que “o processo de impeachment, aberto na última quarta-feira, carece desta fundamentação” porque “não está configurado qualquer ato da Presidenta da República que possa ser tipificado como crime de responsabilidade”.
No encontro, estavam presentes governadores do PT e de partidos da base aliada, como PMDB, PCdoB e PSD. Os três governadores do PSB, cuja bancada do partido na Câmara dos deputados se diz independente e tem adotado uma postura favorável ao afastamento da presidente, também participaram da reunião de apoio à Dilma.
Na carta de apoio à presidente petista, os governadores governistas dizem que compreendem as dificuldades atuais pelas quais o país atravessa e lutamos para superá-las.
“Todavia, acreditamos que as saídas para a crise não podem passar ao largo das nossas instituições e do respeito à legalidade”, afirmaram. “Por isso, ciosos do nosso papel institucional, conclamamos o país ao diálogo e à construção conjunta de alternativas para que o Brasil possa retomar o crescimento econômico com distribuição de renda”, prosseguem.
Ao condenarem o processo de impedimento, os governadores que apoiam Dilma disseram que “o mecanismo de impeachment, previsto no nosso ordenamento jurídico, é um recurso de extrema gravidade que só deve ser empregado quando houver comprovação clara e inquestionável de atos praticados dolosamente pelo chefe de governo que atentem contra a Constituição”.
Após o encontro, a presidente iniciou uma segunda reunião com um grupo maior de governadores, incluindo integrantes do PSDB, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para tratar sobre o Plano Nacional de Enfrentamento à microcefalia, lançado no último sábado, no Recife.
Neste encontro ampliado, a pauta foi o surto provocado pelo Zika Virus, que já atinge 16 Estados. O governador do Maranhão, no entanto, aproveitou o encontro de todos os governadores para condenar a tentativa de se votar o impeachment contra Dilma no Congresso.
Governador de São Paulo rejeita a tese de golpismo Após se reunir com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a defender que impeachment não é golpe e que caberá ao Congresso definir o destino da presidente. “Eu tenho ouvido muito que o impeachment é golpe. O impeachment é previsto na Constituição brasileira, e a Constituição não é golpista”, disse. Segundo ele, é natural que existam “teses diferentes” e esse debate deverá acontecer na Câmara, onde todos podem manifestar a sua opinião. Alckmin esteve em Brasília para participar de uma reunião convocada por Dilma para discutir o combate ao zika vírus. Segundo ele, a presidente não falou de impeachment durante o encontro, que reuniu representantes de 25 Estados. Coube ao governador do Maranhão, Flávio Dino, fazer uma defesa da presidente durante o encontro.
Horas antes, Dilma reuniu um grupo de 15 governadores contrários ao impeachment, em mais um gesto para demonstrar apoio ao seu mandato. Ao final, eles divulgaram um documento chamado de “Carta da Legalidade”, onde afirmam que não há elementos jurídicos para o afastamento da presidente.
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