Fácil

 




Mesmo tendo saído derrotado na última eleição majoritária no RN, quando o seu candidato Henrique Eduardo Alves foi superado nas urnas por Robinson Faria por quase 150 mil votos de diferença, o PMDB é de novo governo em nosso estado. Pelo menos por 10 dias.

E tem sido assim ao longo da história em que considerável parte da sua existência, o PMDB, velho de guerra, tem sempre dado um jeito de ser partícipe do poder. Ora em nome da governabilidade. Ora em nome do próprio  fisiologismo partidário.

A ascensão do deputado estadual, presidente da Assembléia Legislativa, Ezequiel Bezerra, PMDB, ao cargo de governador do estado do Rio Grande do Norte de forma interina com as viagens em decorrência das viagens concomitantes do titular da cadeira (Robinson Faria - PSDB) e do seu vice, Fábio Dantas - PC do B- é uma espécie de "amostra grátis" da incrível habilidade e aptidão do maior partido do Brasil em saber cooptar, tanto quanto ser cooptado ao poder.

Não é a toa que em diversas situações a tradicional sigla atue com duas bandas, como acontece atualmente no Governo Federal, com um pé dentro e outro, fora. 

A despeito da implicação constitucional, com certeza presença do peemedebista Ezequiel Bezerra no mais alto cargo passou por um entendimento, onde a boa vontade de titular Robinson Faria  foi a tônica do processo pois, sem ela pode torna-se impraticável.

O próprio Robinson sentiu na pele quando na condição de vice, não chegou a governar o Estado um minuto se quer, exatamente por não contar com esta boa vontade por parte da dona do poder à época,  Rosalba Ciarlini em sua gestão 1010/2014.

Em Nível municipal, a saga peemedebista nos meandros do poder persevera, quando dos 03 vereadores eleitos em seus quadros atuais, todos compõem a base governista na Câmara Municipal de Mossoró, mesmo 2 terço tendo sido eleito pela oposição, votando contra o prefeito atual Francisco Jose Junior atual prefeito (PSD), nas eleições complementares de 2014.

Porque PMDB virou sinônimo de poder, com a sua habitual travessia da oposição ao governismo após cada eleição. E o faz com maestria, desde os tempos do saudoso Ulisys Guimarães. 

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