Quer saber as novidades neste domingo, meu caro
leitor? Vou citar algumas: 01) O
Ministro da Fazenda Joaquim Levy reunido com os maiores empresários do Brasil, dia 05 de novembro, quinta-feira,
apelou para a magnanimidade deles, no sentido de aceitarem “ o monstro da CPMF, porque ela é necessária
ao governo para arrecadar anualmente R$.32 bilhões da contribuição e equilibrar
as suas finanças” (palavras textuais); 02) O Presidente da Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha, chegou à conclusão que os US$. 5 bilhões de dólares
que apareceram em contas suas e de sua família, na Suíça, foi um pagamento que
um filho de um ex-deputado carioca, este
era seu devedor e mesmo tendo falecido há 03 anos, fez o crédito em seu
nome sem avisá-lo, além de admitir que tinha dinheiro no exterior, mas
sustentará em sua defesa no Conselho de Ética a tese de que os recursos foram
obtidos com a venda de carne enlatada para países africanos como o Congo e o
antigo Zaire (hoje chamado de República Democrática do Congo), ainda no final
da década de 80, portanto há mais de 35 anos; 03) O Ministro Chefe da Casa
Civil Jaques Wagner, num verdadeiro absurdo para uma elevada autoridade, disse quinta-feira que é bastante normal que
o Congresso Nacional aprove as “pedaladas” da Presidente, indo de encontro ao
parecer do Tribunal de Contas da União. Tem razão o ministro da Casa Civil,
Jaques Wagner, quando declara que não será “nada anormal” se o Congresso
aprovar as contas do governo de Dilma Rousseff. O normal, hoje no País, é,
infelizmente, o predomínio da imoralidade no trato da coisa pública, razão pela
qual será surpreendente se os parlamentares tomarem uma decisão justa, em vez
de articularem mais um vergonhoso conchavo, quando forem analisar os crimes
cometidos pela presidente na área fiscal – de resto sobejamente comprovados
pelo Tribunal de Contas da União (TCU).Órgão auxiliar do Legislativo, o TCU
aprovou por unanimidade, em outubro, um parecer recomendando que o Congresso
rejeitasse as contas de Dilma. Os ministros daquele tribunal consideraram que o
balanço apresentado pelo governo, relativo ao ano passado, continha manobras
fiscais que violavam a Lei Orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal; 04)
O Banco Central do Brasil, que vinha anunciando, com ar
licencioso, o centro da meta da inflação
para 2015 e 2016 em 4,5%, agora, oficialmente, proclama que isto se dará somente em 2017. Outro
“chute”, ou arte divinatória? Falta credibilidade a uma possível resposta.
Inflação é a mais alta para
outubro desde 2002 e chega a 9,93% em 12 meses
A inflação em
outubro ficou em 0,82%, o que representa aceleração em relação a setembro,
quando havia sido de 0,54%.O indicador é o mais alto para o mês desde 2002 (1,31%). Em
outubro do ano passado, a alta dos preços havia sido de 0,42%. Em
12 meses, a inflação atingiu 9,93%, a maior desde novembro de 2003 (11,02%). O
valor está acima do limite máximo da meta do governo; o objetivo é manter a
alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais
para cima ou para baixo, ou seja, podendo oscilar de 2,5% a 6,5%. Em 2015, no
acumulado de janeiro a outubro, a inflação chega a 8,52%%. O valor é o mais
elevado para o período desde 1996, portanto há 19 anos, quando atingiu 8,7%. Os
dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foram divulgados nesta
sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Combustíveis e alimentos puxaram inflação
O aumento nos preços dos combustíveis foi o principal responsável pela
aceleração da inflação em outubro. Com peso de 4,89% no IPCA, eles ficaram
6,09% mais caros no mês. A alta é consequência de um reajuste de 6% no preço da
gasolina e de 4% no do Diesel nas refinarias, estabelecido pela Petrobras no final de setembro. O outro
item que puxou a a elevação dos preços foi o de alimentação e bebidas (0,77%). A
alimentação fora de casa teve alta de 0,93%, mais intensa do que os alimentos
consumidos em casa (0,68%). Com isto, a inflação do grupo de alimentos e
bebidas chega a 10,39% nos últimos doze meses.
GREVE DOS
PETROLEIROS PREOCUPA
Com a greve dos petroleiros continuando a todo vapor, Governo Federal , Petrobrás,
refinarias e distribuidoras começam a sentir
a necessidade de uma célere descontração nas negociações, já que a
diminuição constatada hoje de 700 mil barris dia no refino do petróleo pode
desencadear um desabastecimento nas bombas, o que seria nocivo à cadeia
produtiva. O Brasil consome, em média, 3,1 milhões de barris de petróleo ao
dia.
*ELVIRO REBOUÇAS
ECONOMISTA E EMPRESÁRIO

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