O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está sendo pressionado por aliados a deixar o PT e iniciou uma série de consultas a conselheiros da política e do mundo acadêmico sobre a possibilidade de abandonar o partido pelo qual foi eleito.
O entorno de Haddad acha que, pelo PT, ele não tem chances de se reeleger. O prefeito também teme que o desgaste do partido por causa das denúncias possa dificultar sua reeleição. Por enquanto a opção preferencial de Haddad seria integrar a Rede, partido recém criado pela sua amiga e ex-colega de ministério Marina Silva. Apesar da pouca estrutura da nova legenda, Haddad está empolgado com as recentes declarações de Marina sobre a necessidade de um novo "campo de esquerda" no espectro político brasileiro após a crise do PT.
Se for para a Rede, o prefeito de São Paulo seguirá o mesmo caminho de outros ex-petistas que estavam insatisfeitos, como o deputado federal do Rio, Alessandro Molon. A possibilidade provoca calafrios na cúpula petista que vê na reeleição de Haddad a chance de o partido se salvar de um "tsunami eleitoral" nas eleições municipais do ano que vem.
O elo entre Haddad e Marina Silva tem sido a educadora Neca Setúbal, com quem o prefeito mantém contato desde o período em que ocupou o Ministério da Educação - na mesma época, Marina era ministra do Meio Ambiente do governo Lula.
Algumas semanas atrás ela foi procurada pelo secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita. Isolado no PMDB desde a entrada de Marta Suplicy no partido, Chalita procura outro partido para se candidatar a vice de Haddad e propôs que a Rede integrasse a chapa do petista.
Allan Erick - Interino
Economista e publicitário com mais de 30 anos de atuação. Política, economia, esportes, marketing, publicidade etc

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