Apesar do Planalto ter admitido só nesta semana que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida será revisado para reduzir despesas públicas, desde o início do ano cortes significativos são realizados na rubrica. Neste ano, o programa já perdeu quase R$ 4 bilhões em recursos, quando comparado com os valores repassados no ano passado.
Levantamento produzido pelo Contas Abertas mostra que entre janeiro e agosto de 2015, R$ 10,2 bilhões foram repassados do Orçamento da União como subsídios para viabilizar a aquisição de moradias. No mesmo período do ano passado, o montante já havia atingido R$ 14,2 bilhões.
Os R$ 4 bilhões a menos representam redução de 28,2% de um ano para outro. De acordo com o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento, o Minha Casa, Minha Vida entregou 288.317 unidades habitacionais em 2015. Ao todo, já foram contratadas 3,96 milhões de moradias em 96% dos municípios brasileiros, e entregues 2,3 milhões de unidades habitacionais (UH) beneficiando cerca de oito milhões de pessoas.
Com o corte no programa, a intenção do governo é reduzir o deficit de R$ 30,5 bilhões apresentado na semana passada, pela equipe econômica, na proposta orçamentária de 2016. Conforme publicado pela Folha de S. Paulo, na última terça (8), após reunião da presidente Dilma Rousseff com sua equipe política, o ministro Ricardo Berzoini (Comunicações) disse que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, serão “absolutamente preservados”, mas aqueles “com investimentos físicos” de educação, saúde e habitação terão que passar por um “alinhamento”, com a necessidade de aperto diante do resultado negativo nas contas.
“Ainda tem mais de 1,4 milhão de casas para serem entregues da fase 2 do Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, é um programa de grande impacto social, grande impacto orçamentário. A fase 3, certamente, vai dar continuidade a isso. 

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   Por Thaisa Galvão