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POR ELVIRO REBOUÇAS 

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Elviro Rebouças é economista e empresário
Como tronco da movimentação rodoviária na região, só o sal marinho que escoamos por esta via faz circular mais de 250 carretas/dia na zona urbana da cidade, por onde se intercalam as BRs 304 e 405, além disto o crescimento populacional dos conjuntos habitacionais Sumaré, Belo Horizonte, Abolições, Santa Delmira, Redenção, shoppings, universidade, condomínios horizontais sofisticados, expansão do distrito industrial, verdadeiramente desde de 2004, portanto lá se vão 11 anos, tornou-se imperiosa a duplicação do chamado complexo viário Wilson Rosado, que tem cerca de 17 quilômetros de extensão, da chegada de Natal até à saída para Fortaleza/Tibáu. Seria uma obra para ser realizada, no máximo, em 180 dias, e depois da ampla e prejudicial burocracia governamental, se assinale o notado empenho da Prefeitura de Mossoró, foi determinado o dia 11 de agosto de 2009, para a então Ministra Dilma Rousseff, a madrinha do PAC e tida como candidata do governo à sucessão presidencial do ano seguinte, vir até a nossa querida cidade para dar início às obras, que seriam tocadas pelo Governo do Estado, tudo já aprovado pelo DNIT, com recursos disponíveis.
Por coincidência, eu estava em São Paulo, acompanhando a minha querida esposa Niná, em tratamento de saúde, mesmo sabendo da presença da então Ministra em Mossoró, quando me surpreendi, ao ligar a TV, com a NBR, canal do Governo Federal, passando ao vivo, para todo o País, coisa próxima das 14 horas, a solenidade na terra da excelsa Santa Luzia, ao lado dos escritórios da empresa Francisco Ferreira Souto Filho, no próprio anel. Muitos discursos, foguetões, música e festa, no pingo do meio dia. À distância, ficamos Niná e eu felizes, era o corolário de uma luta de muitos, e a solução de um problema bem nosso mossoroense.
Da solenidade para cá, quase seis anos decorridos, dona Dilma Rousseff já foi eleita e reeleita Presidente da República, portanto deixou de ser Ministra para ascender à chefia de Estado e do Governo e, concretamente, o que temos é um emaranhado de duplicação e viadutos que se desmancham, com o sol ou com chuva, sem sinalização, sem passarelas para pedestres, sem iluminação para tráfego, num descompasso que impressiona pela falta de atenção à vida humana, sempre ceifada, já dez pessoas foram esmagadas pelo contrassenso da silueta da obra, com a multiplicação de acidentes e incidentes. Até agora, atrapalhou mais do que melhorou. Quer um exemplo? Procure passar do Abolição II para o III. Do Santa Delmira para o bairro Sumaré. E aquele monstrengo viaduto construído à saída para Natal? Há mais de um ano de pé, qual a finalidade dele?
Tenho sido procurado por pessoas que pedem uma palavra minha sobre o complexo viário. Como sempre desejei o bem da minha terra, e inclusive ostento orgulhosamente no meu curriculum a passagem por dois mandatos consecutivos à Câmara Municipal, o primeiro aos 20 anos de idade, quando vereador não tinha qualquer remuneração, se exercia por espírito público, para mim é suficiente dizer que o Ministério dos Transportes , DNIT e o Governo do Estado, que estão sendo cobrados permanentemente pela sofrida e mal atendida população de 300 mil pessoas, depois de seis anos de descaso, esse anel carece de concreta solução.
Desde 13 de junho de 1927, até Lampião e seu bando ao serem expulsos da cidade, exclamaram “MOSSORÓ MERECE RESPEITO!”.

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