Como em 1982 e 1986, a Alemanha eliminou a França em uma fase decisiva da Copa do Mundo. No início da tarde desta sexta-feira, não pela semifinal, mas pelas quartas de final. Mesmo sob um forte calor (que beirou os 30 graus) e com sete jogadores com sintomas de gripe nos últimos dias, a equipe tricampeã venceu por 1 a 0 e saiu classificada do Maracanã. O único gol foi marcado aos 11 minutos por Mats Hummels, zagueiro que não atuou na fase anterior justamente por estar resfriado e febril.
André Chaco
Alemanha comemora, logo após derrotar a França por 1x0, mais uma classificação para as semifinais da Copa do Mundo
À França, restou uma viagem de volta para casa e o retrospecto ainda mais negativo contra os alemães em Mundiais - a única vitória em quatro confrontos foi em 1958, na decisão do terceiro lugar.
Uma Alemanha que soube, para começar, ceder à pressão da torcida e escalar Phillip Lam na lateral direita, deixando o meio-campo a cargo de Sami Khedira e Bastian Schweinsteiger, recuperados fisicamente, além do já titular Toni Kroos. Na zaga, Mats Hummels, recuperado da gripe que o havia tirado das oitavas, retomou a posição ocupada por Shkodran Mustafi, que foi cortado devido a uma lesão coxa esquerda.
Essa formação do técnico Joachim Low tomou a iniciativa do jogo desde os primeiros minutos. Logo aos dois, uma bola cruzada à meia altura por Thomas Muller exigiu trabalho da defesa adversária. Mas a primeira grande chance da partida foi criada pelos franceses. Aos seis minutos, Mathieu Valbuena chegou à linha de fundo, pelo lado esquerdo, e levantou para Karim Benzema. O atacante bateu de primeira, à direita do gol de Manuel Neuer.
A solução para a Alemanha transformar seu domínio territorial em gol veio em jogada de bola parada. Aos 11 minutos, Kroos disputou com Paul Pogba e caiu. O árbitro assinalou falta, na meia esquerda, e o próprio Kroos fez a cobrança. Quase na marca penal, Hummels ganhou de Raphael Varane pelo alto e desviou de cabeça. A bola inda tocou o travessão antes de passar pelo goleiro Hugo Lloris e abrir o placar do Maracanã.
A França até que assimilou bem o golpe e passou a povoar mais o campo de ataque. Mas a estratégia de buscar seus homens de frente com lançamentos não mudou.
Na etapa final, já com o sol encoberto em metade do gramado, a seleção francesa promoveu uma blitz. A defesa da Alemanha foi se salvando como podia dos cruzamentos e arremates à distância. Em alguns momentos, o único jeito era cometer faltas. Como a que fez Khedira, aos oito minutos, depois de levar um drible da vaca e puxar Griezmann pela camisa. Um cartão amarelo providencial e não lamentado, já que pôs fim a um bom contragolpe rival.
Ficha técnica
França (0): Lloris; Debuchy, Varane, Sacko (Koscielny) e Evra; Matuidi, Cabaye (Remy) e Pogba; Valbuena (Giroud), Benzema e Griezmann. Técnico: Didier Deschamps
Alemanha (1): Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos (Kramer); Ozil (Gotze), Klose (Schurrle) e Muller. Técnico: Joachim Low
Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Nestor Pitana/ Argentina
Gols: Matt Hummels, aos 12´do 1º T
Em alta
Hummels
Zagueiro alemão corria o risco de ficar de fora do jogo contra a França, por gripe, mas entrou e fez o gol da classificação bávara.

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