O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró recomendou ao Governo do
Estado, através da Secretaria Estadual de Infraestrutura, que se
abstenha de instalar semáforos nas vias marginais que ladeiam os
viadutos 1 e 2 do Complexo Viário da Abolição, em Mossoró. A
recomendação tem por base análise técnica feita pela Polícia Rodoviária
Federal, que considerou que essa sinalização é desnecessária e
representa o aumento das despesas em R$ 300 mil, além de gerar
insegurança viária à localidade.
De acordo com a recomendação, o Departamento Nacional de Infraestrutura
de Transportes (Dnit) não deve autorizar ou efetuar qualquer pagamento
ou transferência bancária à conta do Convênio Siafi nº 662414, que
importe ou autorize a instalação dos referidos semáforos.
A recomendação alerta para a alteração do plano de trabalho
estabelecido quando da assinatura do convênio firmado entre o Governo do
Estado e o Dnit, fora das hipóteses legais, causando aumento de gastos.
“A atitude pode caracterizar ato de improbidade administrativa,
prevista do art. 10, IX, da Lei 8.429/92, e por isso é necessária muita
cautela”, alerta o procurador da República Fernando Rocha de Andrade.
Para o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) e
a Controladoria Geral da União (CGU) devem realizar análise técnica da
obra e informar se a execução tem obedecido às especificações do plano
de trabalho estabelecido no convênio. Além disso, devem apurar denúncias
de má execução.
O Complexo Viário da Abolição compreende um conjunto de obras que
contempla a construção de cinco viadutos, como também a duplicação e
reestruturação dos 17 km da BR-304 que contornam Mossoró, trecho
conhecido como Complexo Viário da Abolição. Segundo informações do
Governo do Estado, sob a responsabilidade da Secretaria de
Infraestrutura, as obras contam com investimentos de R$ 72,3 milhões,
liberados por meio de um convênio entre o Governo do Estado e o Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC).
* De fato

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