As
Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte também estão apoiando a causa
das cidades, que reivindicam ampliação do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM). O presidente da Federação das Câmaras Municipais do RN
(FECAM/RN), Francisco José Silveira Júnior, defendeu, durante o evento “SOS Municípios”, que reuniu hoje toda a classe política do Estado, a aprovação urgente da proposta de emenda à Constituição (PEC 39/2013) que aumenta em 2% o FPM.
"Os
municípios passam por muitas dificuldades. Os problemas acontecem nas
cidades e a população cobra soluções urgentes. As Prefeituras estão
sofrendo. A demanda aumenta e a arrecadação não acompanha. Defendemos a
municipalidade. Um município mais forte significa também uma Câmara de
Vereadores, um legislativo mais forte, para fazer valer os direitos e as
cobranças da sociedade”, destacou o presidente da FECAM, Francisco
José.
A
FECAM foi parceira da FEMURN (Federação dos Municípios do Rio Grande do
Norte) no evento que contou com a participação de prefeitos,
vereadores, deputados estaduais e federais, governadora Rosalba
Ciarlini, senadores e até dos presidentes do Congresso Nacional,
Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros. Ambos se
comprometeram em levar o pleito dos prefeitos para a presidente Dilma
Roussef. Um documento com solicitações do Movimento SOS foi entregue aos presidentes do Senado e Câmara.
O
apelo feito pelos gestores municipais refere-se à política de
desonerações promovida pela União e que atinge diretamente os impostos
compartilhados com os demais entes da Federação. “Somada à aprovação de
projetos que implicam aumento de despesas dos municípios sem a devida
previsão e repasse e receitas, tal política resultou na redução do FPM
em R$ 6,9 bilhões”, afirmou Benes Leocádio, presidente da FEMURN.
Os
gestores se queixam também do congelamento dos repasses financeiros
necessários à execução dos programas federais pelos municípios. “Da
forma como está, é impossível governar nossos municípios. Espero que o
SOS Municípios possa ecoar no Congresso Nacional. O Congresso precisa
entender que os prefeitos não podem carregar sozinhos, esse fardo.
Espero que esse Movimento seja uma largada para uma vitória que é de
todos”, declarou Benes.

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