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Carcinicultores do Brasil, representados pelo Rio Grande do Norte e Ceará, foram recebidos pelo ministro da Pesca, Marcelo Crivela, para tratar novamente de um assunto que tem preocupado o setor: a importação de camarão produzido na Argentina. O encontro foi intermediado pelo presidente da Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores (CNPA), Abraão Lincoln, e pelo presidente do Conselho Nacional das Empresas de Pesca (Conepe), Armando Burle, que defenderam a volta do diálogo com a formação de uma comissão de trabalho participativa para analisar efeitos da medida de abertura econômica.

“O ministro da Pesca mostrou-se solícito ao pleito dos carcinicultores e está à disposição para o diálogo. O entendimento é o melhor caminho. Vamos analisar tecnicamente e buscar uma medida que atenda os produtores e o mercado como um todo. Os produtores de camarão do Rio Grande do Norte, representados pela sua associação, deram um grande passo neste sentido”, destacou Abraão Lincoln ao final da reunião de trabalho com o ministro, que contou com a participação do presidente da Associação Norte-riograndense de Criadores de Camarão (ANCC), Orígenes Monte, e com o diretor técnico da entidade, Enox Maia.

Nos últimos 4 meses da validade da portaria ministerial que aprovou a importação permitindo a entrada de camarão argentino no país, segundo informações do Ministério da Pesca, o Brasil não chegou a importar o produto do país vizinho.  A avaliação técnica do Ministério é de que a portaria, ainda que não tenha beneficiado diretamente o mercado, também não prejudicou a produção de camarão interna. A Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) chegou a entrar na justiça para tentar suspender a medida, mas não obteve sucesso. Agora os carcinicultores voltam a ter esperanças de resolver o imbróglio por via administrativa.

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