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Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, no final de semana, o presidente da Câmara Federal, deputado federal Marco Maia, do PT/RS, foi abordado sobre a situação de Mossoró, em que o partido tem o reitor da Ufersa, Josivan Barbosa, como pré-candidato a prefeito, mas o diretório nacional defende apoio ao nome da deputada estadual Larissa Rosado, do PSB. Confira o que diz o petista:

ENTREVISTA - TRIBUNA DO NORTE 

Maria da Guia Dantas - repórter

Aldair DantasMarco Maia, Presidente da Câmara dos DeputadosMarco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marco Maia (PT-RS), veio ao Rio Grande do Norte para receber o título de Cidadão Natalense, quinta-feira (10) passada, e aproveitou para dialogar com militantes petitas e falar à imprensa sobre as intenções do partido para as eleições municipais deste ano. Patente ficou o fato de que o diretório nacional não deixará de interferir nos regionais quando vislumbrar cenários que favoreçam a aliança presidenta Dilma Rousseff (PT) e o pleito que ocorrerá em 2014. Nesta entrevista, ele falou sobre expectativas gerais em torno do pleito e tratou de não personificar a eleição, mesmo em Natal onde o PT dispõe de candidato próprio, o deputado Fernando Mineiro. Sobre a polêmica em Mossoró, deixou claro que o diretório nacional não tem uma decisão tomada. Para Marco Maia, o PMDB é aliado de peso, perene e sólido e o deputado Henrique Alves já pode contar com o apoio dos petistas para sucedê-lo na Câmara.

Qual a política de alianças do PT para a eleição este ano? Os diretórios municipais estão sendo orientados a priorizarem as candidaturas próprias ou levará em consideração a particularidade de cada local?

A orientação do partido nacionalmente é a de que se possa reproduzir no maior número de municípios brasileiros a aliança que nós temos implementado no campo nacional, de apoio ao Governo da presidenta Dilma. Esta é uma aliança ampla, que tem um objetivo muito comum de promover de forma integrada e sustentável o desenvolvimento do Brasil. Portanto, o Partido dos Trabalhadores está orientando a todos os seus filiados e diretórios municipais que produzam alianças o mais próximo possível daquilo que tem se produzido a nível nacional. Ao mesmo tempo que a direção do partido dá essa orientação compreende que há realidades no Brasil que são muito diferentes. Nós temos realidades locais mais complexas, debates, discussões políticas em regiões do Brasil que não acontecem com a mesma característica que nós temos em Brasília. Então a medida do possível a direção nacional deverá trabalhar, primeiro respeitando o diálogo nos municípios e respeitando essa diversidade e complexidade que é a construção de uma política de alianças em cada uma das regiões, e ao mesmo tempo fazer o esforço possível para construir acordos e consensos que viabilizem melhor a política nacional do partido. Este tem sido o desenho e a prática.

Então a estratégia parte sempre de um contexto nacional.

É óbvio que isto também se coloca o debate do que é estratégico e o que é tático para o partido neste momento vislumbrando inclusive as disputas futuras, como a de 2014. Em algumas regiões o PT tem a necessidade de produzir alguns sinais políticos que dialoguem com a política nacional. Quando isto é necessário a nacional expressa sua opinião de forma mais clara e objetiva. Agora não há, a priori, nenhuma opinião ou posição da direção nacional, que imponha a sua decisão sobre qualquer município ou região do Estado do Brasil. As decisões que estão sendo tomadas aqui em Natal vão ser respeitadas da mesma forma que as decisões do meu Estado, o Rio Grande do Sul, ou outros Estados brasileiros. A estratégia do PT nestes últimos anos em termos de alianças tem dado certo. É vitoriosa porque produziu um crescimento enorme do partido nos últimos 30 anos e nos permitiu já assumir a presidência da República pela terceira vez consecutiva. Nós só sabemos que foi possível por nossa capacidade de produzir uma política de alianças que dialogou com os anseios da maioria da população brasileira. Então essa estratégia de visão de construção do Brasil e de fortalecimento de um campo político a nível nacional - se contrapondo ao conservadorismo e ao processo privatista do Brasil e reforçando o Estado como sendo indutor do crescimento do país - que foi responsável por estas vitórias dos últimos anos. A política de alianças do PT é clara, objetiva, mas respeita aquilo que é construído e discutido em várias regiões do país. Vou dar um exemplo do Rio Grande do Sul, meu Estado. Lá, nós na capital ou no Estado, dificilmente conseguimos ter aliança com o PMDB. Nós somos antagônicos com o PMDB no meu Estado, hoje somos menos do que há 10 anos, mas ainda temos dificuldade de compor aliança, mas isso não inviabiliza que tenhamos aliança forte com PMDB nacional. Uma aliança sólida e forte e que tem sido importante para o fortalecimento da nossa política de desenvolvimento e de crescimento do Brasil.

Especificamente sobre o caso de Mossoró, que teve inclusive repercussão nacional. O senhor é a favor que o diretório nacional intervenha no municipal?

Essa é uma análise que a direção nacional ainda está fazendo, formulando. Eu como não conheço a realidade local, não posso ter uma opinião tão específica sobre este caso. O que eu posso dizer é que o PT tem feito no Brasil um esforço enorme para construir alianças mais próximas e sólidas com aqueles partidos que temos uma identificação ideológica mais afinada - inclui-se aí o PSB, PC do B, PDT neste rol de partidos, então é óbvio que quando há discussão e debates de alianças entre esses partidos há um debate maior para ser formado. Agora a decisão que o PT tomará será equilibrada, levará em consideração a realidade local, mas ao mesmo tempo deve ter conexão com o que o PT está pensando para os próximos anos em termos de política de aliança. Eu não posso ter opinião pessoal porque não conheço os detalhes mais amiúde.

Então a decisão será do diretório nacional..

Este tema está sendo discutido no diretório nacional do PT. Quando vai ao diretório nacional, ele terá uma opinião sobre esta questão. Mas a opinião ainda não é sabida. Nós temos um longo debate ainda para tomar uma decisão sobre este tema. Agora o PT terá uma opinião sobre esta questão já que ela foi remetida ao diretório do partido.

Fonte:  www.tribunadonorte.com.br

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