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O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) exortou os vereadores da Câmara Municipal de Natal a não pactuarem com o que chamou de “golpe” e que defendam a instituição à qual servem.

Em entrevista ao Jornal 96, Carlos Eduardo teceu críticas ao vereador Enildo Alves (DEM), que apontou como líder de orquestração que tenta, “no tapetão, tirar minha candidatura”.

“O que está acontecendo é inédito e sem precedente. Nunca ocorreu no Congresso Nacional ou na própria Câmara. Pela primeira vez, o legislativo se propõe a reprovar um parecer do Tribunal de Contas do Estado. Isso não existe”, comentou Carlos Eduardo à guisa de apresentação, para depois explicar:

“A comissão de finanças me mandou questionário para responder algumas perguntas. Antes que eu fosse enviar as respostas, Enildo Alves foi a público dizer que não adiantava de nada e que já dispunha de 14 ou 15 votos contra mim. É um jogo de cartas marcadas”, disse o ex-prefeito.

O imbróglio envolvendo as contas de 2008 de Carlos Eduardo Alves tiveram aprovação pelo Tribunal de Contas do Estado, com ressalvas. O vereador Enildo Alves sustenta que ele incorreu em improbidade ao, naquele ano, contratar operação de crédito sem autorização da Câmara e conceder benesses salariais em pleno período eleitoral. “Esses argumentos foram o pretexto que conseguiram. Não fossem esses seriam outros”, rebateu Alves.

Segundo o ex-prefeito, a operação de crédito em questão, a venda da conta bancária da prefeitura da Caixa Econômica ao Banco do Brasil. “A própria Câmara já fizera isso. Eu estava enfraquecido em razão de minha candidata [Fátima Bezerra] ter perdido as eleições. O dinheiro era necessário para a administração e a proposta do banco foi vantajosa”, explicou o ex-prefeito.

Mas e a contratação de benesses salariais? “Improcedente”, rebateu o pré-candidato do PDT à Prefeitura do Natal, que continuou: “Ele [Enildo Alves] não está preocupado com isso. O que eles querem é evitar que eu seja candidato. Então veja bem, essas questões são apenas para criar que não sou mais candidato. Tem pessoas contratadas indo de casa em casa dizendo que eu não sou mais candidato”, acusou Carlos Eduardo.

Ele também imputou culpa ao deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), segundo quem iriam obrigar o vereador Ney Lopes Jr. (DEM) a votar favoravelmente pela reprovação de contas, que, se configurada, motivará ação judicial por Carlos Eduardo.

Por Dinarte Assunção
Fonte: Nominuto.com

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