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O MPF (Ministério Público Federal) vai investigar a atuação do CFM (Conselho Federal de Medicina) diante do uso do chamado “kit covid” no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Segundo divulgado pelo jornal O Globo nesta 6ª feira (8.out.2021), o procedimento foi instaurado a partir da representação do cardiologista e professor da USP (Universidade de São Paulo), Bruno Caramelli. Ele acusa o conselho de “uso indiscriminado do tratamento precoce com medicamentos sem nenhuma evidência científica sobre seus benefícios“.

Na abertura da ação, a Procuradoria da República em São Paulo considerou que informações preliminares indicam haver “diversos argumentos indicativos de uma atuação possivelmente irregular do CFM“.

A defesa de Caramelli cobra um posicionamento do conselho sobre o uso de medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento da covid-19. A advogada Cecilia Mello pontua que medidas de proteção contra a doença, como isolamento social, uso de máscaras e vacinação, acabam tendo menor adesão, pois a população acredita haver tratamento.

Outro ponto levantado no processo é o fato do Ministério da Saúde já ter usado um parecer do CFM em defesa do “kit covid”. A informação foi fornecida pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação, Mayra Pinheiro, à CPI da Covid no Senado.

O petista Fernando Haddad, candidato do partido à presidência da República em 2018, comemorou a abertura do inquérito no Twitter. “Não precisávamos ter chegado a 600 mil mortes“, escreveu.

Anteriormente, a Defensoria Pública da União também abriu um processo contra a CFM por danos coletivos. A defensoria afirma que o conselho tem sua parcela de culpa na má gestão do enfrentamento à pandemia de covid-19 e pede que seja condenado a pagar uma indenização de pelo menos R$ 60 milhões.

O presidente do CFM, Mauro Ribeiro, seria convocado para depor da CPI da Covid, mas os senadores decidiram não chamá-lo esta semana. O CFM é um dos alvos da CPI.

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) foi ao Twitter para defender Mauro Riberio. Disse que “não tem cabimento, agora, olhar para trás e considerar criminoso comportamento adotado diante de doença nova, sem tratamento certo, que desafiou o mundo”.

MORTES PROPORCIONAIS

O Brasil chegou a 2.812 mortes por milhão de habitantes nessa 5ª feira (7.out) e ocupa a 8ª posição do ranking mundial de mortes proporcionais.

As taxas consideram o número de mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde e a estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o ano de 2021 em cada unidade da Federação.

Poder 360




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