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“Praticamente nós já temos quem estava envolvido na situação. A gente só quer saber como aconteceu”. As declarações são do delegado Marcos Vinícius, responsável pela investigação no inquérito da Polícia Civil que apura a morte do estudante Luan Carlos Melo Barreto, de 23 anos de idade. O caso aconteceu em Mossoró no último dia 1º de julho. Três policiais militares envolvidos no ocorrido foram afastados do policiamento de rua.

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Em entrevista no começo desta semana à imprensa, o delegado Marcos Vinícius disse que o perito responsável pelos laudos teria prometido que entregaria os resultados das perícias nos próximos dias, e que com isso, o inquérito policial deveria ser encaminhado ao Ministério Público Estadual, que deve decidir sobre possíveis indiciamentos de envolvidos. “Praticamente nós já temos quem estava envolvido na situação. A gente só quer saber como aconteceu”, informou o delegado na ocasião, pontuando que os envolvidos permaneceram calados na época do depoimento.

Segundo Marcos Vinícius, diante dessa negativa, a investigação se tornou mais prolongada pela necessidade de se ter que recorrer a elementos como testemunhas, câmeras e exames periciais. No começo desta semana, quando se encerrou o prazo inicial de 30 dias para a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, a informação era de que ainda se aguardava o resultado das perícias de responsabilidade do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP/RN). A reportagem encaminhou e-mail para a assessoria do órgão para saber sobre a conclusão dos laudos, mas, não houve retorno até o fechamento desta matéria.

Mas, em reportagem publicada nesta quarta-feira (04) no site do projeto de extensão do curso de Jornalismo da Universidade do Estado do RN (UERN), o HiperLab Uern, o jornalista e coordenador Esdras Marchezan divulgou que o delegado Marcos Vinícius já tinha recebido o laudo técnico de comparação balística, do Itep, e que deveria concluir o inquérito policial nos próximos dias. Além disso, ainda segundo a referida matéria, os resquícios de projéteis encontrados no corpo do estudante - na cabeça — e também no local do crime, confirmariam “que a bala que matou Luan saiu de uma pistola ponto 40, arma comumente utilizada pelas polícias” e que os laudos vão mostrar se a bala saiu de uma das armas apreendidas com os policiais militares que estavam no local do crime.

Luan Barreto era estudante do curso de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e foi baleado na noite do dia 1º do mês passado em rua do bairro Santo Antônio, em Mossoró. Ele ainda foi levado para o hospital, mas morreu horas depois.

Inquérito militar

Além do inquérito da Polícia Civil, o caso também segue sob investigação de um inquérito militar. Três PMs envolvidos foram afastados do serviço ostensivo e ficaram no serviço interno do Batalhão. Eles também tiveram as armas recolhidas para serem periciadas. A reportagem manteve contato, por e-mail, nesta quarta, com o comando do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), responsável pelo procedimento.

O Batalhão reafirmou que o “Sigiloso Inquérito Policial Militar encontra-se em andamento e o Encarregado tem 40 dias para conclusão a partir da data de instauração (05/07/2021), podendo ser prorrogado por mais 20 (vinte) dias desde que obedecido o disposto no CPPM”, referindo-se ao Código de Processo Penal Militar (CPPM). Sobre a prorrogação do prazo, essa legislação estabelece que isso possa ocorrer “desde que não estejam concluídos exames ou perícias já iniciados, ou haja necessidade de diligência, indispensáveis à elucidação do fato”.

Por Fábio Vale do Jornal De Fato


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