Banner 1

 


O secretário-executivo do ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou na 4ª feira (13.jan.2021) que a vacinação contra a covid-19 no Brasil contará incialmente com 8 milhões de doses. Ele também disse que a imunização começará nas capitais e se estenderá às demais cidades à medida que mais doses estiverem disponíveis.

O número de doses iniciais inclui as duas milhões de unidades do imunizante da AstraZeneca que devem chegar ao país no sábado (16.jan.2021) e as 6 milhões de doses da CorornaVac que o Instituto Butantan já importou da China.

De acordo com o planejamento do governo federal, idosos, profissionais de saúde e a população indígena serão os primeiros a receber a vacina. Mas o secretário não soube precisar como as doses serão distribuídas nesses grupos.

O Ministério da Saúde estima que serão necessárias pelo menos 31,2 milhões de doses para completar a 1ª fase de vacinação do grupo prioritário. Considerando as outras duas etapas –que incluem toda a população idosas e pessoas com comorbidades– o número salta para 104,3 milhões.

Profissionais de saúde, segurança e educação também são considerados prioritários, mas não estão listados no cálculo. 


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a imunização começa ainda em janeiro. Mas a pasta ainda não tem uma data definida. Disse que a imunização começa até 5 dias depois de alguma vacina obter a autorização para uso emergencial ou registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A agência deve decidir neste domingo (17.jan) se concede permissão para o uso emergencial da CoronaVac e da vacina da AstraZeneca. Caso alguma das substâncias obtenha o aval, o prazo máximo do governo seria 22 de janeiro –3 dias antes da data anunciada pelo Estado de São Paulo.

SERINGAS

Élcio Franco reforçou que o Brasil conta com cerca de 80 milhões de seringas. Também disse que as 6 milhões de doses da CoronaVac em posse do Instituto Butantan já vem com o equipamento.

O governo federal também pediu 60 milhões de seringas via requisição administrativa –as empresas fornecem o equipamento e serão pagas depois. De acordo com o Ministério da Saúde, “haverá o pagamento justo” e os contratos já firmados pelas empresas não serão prejudicados. O combinado inicial era de 30 milhões de unidades.

A pasta também deve publicar um novo pregão eletrônico em 15 de janeiro para obter mais 290 milhões de seringas. Na nova edição, haverá requisição das seringas já com agulhas e das seringas separadamente.

DOSES A MENOS

Em 7 de janeiro, Pazuello afirmou que, além das 6 milhões de doses importadas, o Instituto Butantan já havia produzido outras 5 milhões de doses: “Já existem 5 milhões de doses produzidas pelo [Instituto] Butantã no Brasil hoje, esse é o número real. E existem 6 milhões de doses importadas”, afirmou o ministro na ocasião.

Ele também disse que todas as doses do Instituto Butantan seriam destinadas ao programa nacional de imunização. Contudo, as 5 milhões de doses não foram incluídas no total disponível para iniciar a imunização.

Uma jornalista citou a produção de 4,8 milhões de doses pelo Instituto. O secretário Élcio Franco não confirmou nem negou: “As outras doses que ele possui [além das importadas] já são aquelas que ele começou a produzir com o IFA importado da China. Então realmente há uma quantidade já disponível, que é o que está no contrato, está escalonado, que nós acertamos com o Butantan. A cada dia está aumentando. Está com uma produção de cerca de 600 mil doses dia, então vai aumentando a cada dia”.

Poder 360


Postar Comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem