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A produção industrial brasileira recuou 0,2% em novembro de 2021, na comparação com o mês anterior. Essa foi a 6ª queda mensal consecutiva, acumulando perdas de 4% nesse intervalo de tempo.

Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (6.jan.2022) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

A série sobre a indústria brasileira é apresentado com ajuste sazonal –espécie de compensação para comparar períodos diferentes.

A indústria brasileira acumula uma alta de 5% nos 12 meses encerrados em novembro. No ano, a alta é de 4,7%. Ainda assim, os números indicam que a indústria brasileira ainda não conseguiu se recuperar da queda vista na pandemia.

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, os números de 2020 fazem da base de comparação muito baixo. Ele chama atenção para que dos 11 meses analisados, 9 foram negativos em 2021.

“Ou seja, o setor industrial ainda sente muitas dificuldades, se encontrando atualmente 4,3% abaixo do patamar de produção em que estava em fevereiro de 2020”, afirma Macedo.

A queda foi impulsionada principalmente pelos bens de capital, que recuaram 3% entre outubro e novembro. As outras categorias conseguiram crescer ou ficar estável no mês:

  • bens de consumo duráveis (0,5%);
  • bens de consumo semi e não duráveis (0,0%);
  • bens intermediários (0,0%);
  • bens de capital (-3,0%).

Mas, entre as atividades industriais, também houve resultados negativos, como:

  • produtos de borracha e de material plástico: -4,8%;
  • metalurgia: -3,0%;
  • produtos de metal: -2,7%;
  • bebidas: -2,2%;
  • produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: -0,6%.

A produção industrial está com tendência de queda de janeiro. O trimestre encerrado em novembro registrou quede de 0,5%.

Na comparação com novembro de 2020, o recuo mensal foi ainda maior: 4,4%. O IBGE indica ainda que o resultado negativo foi alcançado com o mesmo número de dias úteis em novembro de 2020 e em novembro de 2021.

Na análise anual, o mês registrou queda em todas as grandes categorias, com exceção dos bens de capital:

  • bens de consumo duráveis (-21,0%%);
  • bens de consumo semi e não duráveis (-6,3%);
  • bens intermediários (-2,7%);
  • bens de capital (5,0%).

Poder 360



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