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O secretário estadual de Gestão de Projetos e Metas e Relações Institucionais, Fernando Mineiro, afirmou que há espaço tanto para o MDB, quanto para o PDT numa composição majoritária com PT para as Eleições Gerais de 2022 no Rio Grande do Norte. Ainda frisou que é favorável também que se forme uma ampla aliança em torno do PT nacional para, consequentemente, fortalecer a candidatura de Lula à presidência da República.

Para vencer, segundo ele, cabem até adversários históricos e o MDB, que costurou o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. “O Brasil precisa voltar a ser um país orgulhoso com seu presidente, que não envergonhe a gente internacionalmente. O Brasil precisa de Lula e, para que isso aconteça de forma mais tranquila, precisamos costurar uma forte aliança com os demais partidos”, afirmou, em entrevista à 98 FM.

Mineiro evidenciou os movimentos articulados por Lula, argumentando que não vê nenhum problema do petista compor chapa com Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo. “Acho fundamental os movimentos que ele faz. Os estados debaterão, de acordo com sua realidade, essa movimentação nacional. Se não trouxer para o palanque de Lula quem foi contra a gente, não ganhamos as eleições. Nenhum partido no Brasil tem a maioria para ganhar as eleições”, declarou.

O secretário defendeu que, para se ter união entre partidos, se faz necessário se ter, no mínimo, um discurso convergente. “Eu sou favorável que a gente traga os partidos para se unir ao PT em cima de um programa mínimo. Não é trazer por trazer, é pensando num discurso alinhado com o nosso. Há mudanças da nossa parte, e na parte daqueles que tiveram outra posição”, argumentou o petista, criticando que tem muita gente de salto alto em relação às eleições deste ano e que é preciso descer do salto e encarar a realidade.

Eleições polarizadas

Mineiro considerou que as eleições serão difíceis. “Sou do bloco que acha que a eleição vai ser muito dura. Se a gente não ganhar os eleitores que votaram no Bolsonaro, a gente não vai ganhar as eleições. Lembro que em 2002, ou seja, há 20 anos eu conversava sobre isso com o Lula. Naquela época, ele me disse que o PT precisava ampliar o palanque para ganhar as eleições. Lula me disse que ele já possuía 1/3 dos votos, por ter sido candidato três vezes. E em abril, Lula estava aqui com José Alencar e com o leque de alianças que se formou, ele ganhou as eleições”, lembrou.

Outro aspecto evidenciado por ele foi a polarização da política brasileira. Mineiro afirmou que “a polarização é uma das marcas mais constantes da sociedade brasileira. Igualdade x desigualdade; justiça x injustiça; democracia x autoritarismo; inclusão x exclusão […] nos últimos anos, o gatilho da polarização foi acionado por Aécio Neves, candidato a presidente pelo PSDB, ao não aceitar o resultado das eleições de 2014. Sabemos o resto da história: o golpe e o afastamento da presidenta Dilma, a ponte para o futuro do Temer, a cassação dos direitos políticos do Lula, a eleição do Bolsonaro”, descreveu.

E acrescentou: “2022, ano do ápice da polarização entre extremos inconciliáveis – o culto à vida versus cumplicidade com a morte – poderá também ser ponto de virada e inflexão. A depender do resultado das urnas de 2 de outubro próximo, 2022 poderá ser o ano do início do fim da barbárie e do reingresso na civilização. A gente precisa construir uma maioria na sociedade para ganhar as eleições, e precisa garantir também uma maioria no Congresso. A travessia é longa”.

“Fábio Faria e Rogério Marinho só atrapalham o governo Fátima”, diz Mineiro

Fernando Mineiro disse que os ministros Fábio Faria (Comunicações) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) “fazem de tudo para atrapalhar a gestão” da governadora Fátima Bezerra (PT).

“Não tem nenhuma ação conjunta com o Estado. Eles não fazem ação conjunta nem entre eles. Você já viu alguma reunião dos dois para tratar de assuntos de interesse do Estado? Com o Governo do Estado, não tem nenhuma parceria. Pelo contrário: retiram as obras que podem do Governo do Estado”, afirmou.

Mineiro mostrou em dois exemplos a ação dos ministros para retirar obras do Governo do Estado. “As mudanças nas gestões das obras da barragem de Oiticica e do Projeto Seridó. Era de gestão do Estado, foi tirado de mão. O que tinha foi tirado”, pontuou.

Por Adja Brito do Agora RN



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