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O Ministério da Infraestrutura afirma que as rodovias federais estão sem bloqueios, apesar da greve dos caminhoneiros. O último boletim, com informações até 7h da manhã desta 2ª feira (1º.nov.2021) indicava que todas as rodovias federais operavam sem bloqueios, sejam parciais ou totais.

A greve dos caminhoneiros foi convocada em 16 de outubro, quando líderes da categoria deram um prazo de 15 dias para o governo de Jair Bolsonaro se manifestar sobre a pauta da categoria. Para evitar bloqueios, o governo conseguiu liminares na Justiça para rodovias federais em 20 Estados.

Segundo o governo, há apenas 2 pontos de concentração no momento. Um deles é às margens da Dutra. No Rio de Janeiro (BR-116) e o outro é em Goiânia na BR-153. Outros pontos de concentração foram dispersos.

Na BR-116 na altura de Pindamonhangaba a PFR (Polícia Rodoviária Federal) realizou uma operação para a passagem de caminhoneiros que queriam seguir viagem, mas não se sentiam seguros. Segundo o Ministério da Infraestrutura. Os veículos foram liberados por volta das 6h30.

A situação das rodovias está sendo acompanhada pelos ministérios da Infraestutura e da Justiça e Segurança Pública. O trabalho de fiscalização é da PRF. Até o momento, houve um “baixo número de ocorrências” relacionadas a greve, segundo o boletim de monitoramento.

Os movimentos dessa 2ª feira (1º.nov) foram anunciados há 15 dias e têm 3 reivindicações principais:

  • revisão da política de preços da Petrobras;
  • constitucionalidade do piso mínimo do frete;
  • retorno da aposentadoria especial.

A greve é organizada por 3 entidades principais, que também participaram da greve de 2018: Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas).

Mas a adesão não é geral. A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) disse na 6ª feira (29.out.2021) que “não há adesão para qualquer movimento de paralisação ou greve” entre os seus filiados. Também não participarão da greve as seguintes entidades:

  • Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte do Paraná);
  • CNT (Confederação Nacional do Transporte);
  • Sindtanque-MG (Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais).
Poder 360


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