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O nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país —as mais afetadas pela maior crise hídrica dos últimos 91 anos— voltou a subir por conta das chuvas das últimas semanas. Segundo dados divulgados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) na sexta-feira (22), a alta no mês é de 0,9%.

O operador informou que os reservatórios de Sudeste e Centro-Oeste atingiram, em média, 17,6% da capacidade de armazenamento de energia na 5ª feira (21.out). Já a região Sul teve alta de 15,2%, atingindo média de 43,8% da capacidade.

As regiões Norte e Nordeste registraram queda e operam com 50,3% e 36,6% da capacidade, respectivamente. Ao todo, o nível dos reservatórios do país está em 24,5%.

Previsão

O relatório do ONS prevê um volume de chuva de 133% da média histórica nas regiões Sudeste e Centro-Oeste para a semana que vem. No Sul, o volume deve ser de 83% da média histórica.

Como consequência das chuvas e de outras medidas implantadas para conter a crise —como diminuição da vazão de água—, o operador estima que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste termine o mês de outubro com 17,8% da sua capacidade. A previsão para a região Sul é de 44,3%.

“O aumento de precipitações nas últimas duas semanas não é o único motivo da melhora nas condições dos reservatórios, o conjunto de medidas adotadas pelo operador foi decisivo para um resultado mais otimista”, disse o operador em comunicado.

Crise hídrica

As chuvas das últimas semanas dão um respiro para o sistema elétrico, mas o cenário ainda é de atenção.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que pedirá ao ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) o fim da bandeira de escassez hídrica na conta de energia partir do mês de novembro.

“Meu bom Deus nos ajudou agora com chuva. Estava na iminência de um colapso. Não podíamos transmitir pânico para a sociedade. Dói a gente autorizar o ministro Bento das Minas e Energia decretar a bandeira vermelha. Sabemos da dificuldade da energia elétrica. Vou pedir para ele, pedir não, determinar que ele volte a bandeira normal a partir do mês que vem”, declarou.

O CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) discorda do presidente. O comitê aconselha que a bandeira tarifária seja mantida, pois a situação ainda é crítica e o custo do acionamento das usinas termelétricas na geração de energia é alto.

A bandeira tarifária foi implementada em caráter excepcional. O plano é que fique ativa de setembro de 2021 a abril de 2022. A nova tarifa acrescenta R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Poder 360



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