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Ato foi convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Movimento Vem Pra Rua e defendeu o impeachment do presidente. Manifestação teve apoio de políticos e centrais sindicais. 


Usando camisetas brancas, manifestantes protestam na Avenida Paulista — Foto: Amanda Perobelli/Reuters


Manifestantes protestaram contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde deste domingo (12), na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Movimento Vem Pra Rua, o ato defendeu o impeachment de Bolsonaro e também cobrou por mais vacinas contra a Covid-19.

Muitas pessoas usaram camisetas brancas para pedir "paz", e se apresentaram como uma "terceira via", defendendo "nem Bolsonaro, nem Lula". A maioria usava máscaras contra a disseminação do coronavírus.

Nas faixas e cartazes era possível ler "impeachment já", "respeito à democracia", Bolsonaro traidor e Lula ladrão", "Brasil, orgulho de novo, Fora Bolsonaro". Alguns manifestantes também seguravam a bandeira brasileira. No carro de som do Vem Pra Rua, os manifestantes gritavam que "a nossa bandeira nunca será vermelha".

Os organizadores tentaram uma frente ampla com partidos de esquerda, mas o PT e o PSOL decidiram não participar do protesto, bem como a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Integrantes do PCdoB foram ao ato.

Outras centrais sindicais como a Força Sindical, a Nova Central Sindical Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participaram do protesto.


Foto aérea mostra manifestação na Av Paulista às 15h15 — Foto: Rosana Cerqueira/GloboNews


A manifestação se concentrou em frente ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) e à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com trios elétricos e a participação de políticos. O ex-governador do Ceará e candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) foi um dos que discursou, sem máscara, em um carro de som.

Além de Ciro, discursaram o deputado Kim Kataguiri (DEM), o vereador Fernando Holiday (Novo), o candidato à presidência em 2018 João Amoêdo (Novo) e a vereadora Janaina Lima (Novo), entre outros. O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, do governo Bolsonaro, e a deputada Tábata Amaral (sem partido) também foram ao protesto.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também participou do ato, e discursou em cima do carro do MBL. Ele foi vaiado e aplaudido ao mesmo tempo e houve um princípio de confusão entre seus seguranças e manifestantes.

O protesto durou 3 horas e ocupou cerca de 3 quarteirões da Avenida Paulista. A PM, após busca pessoal realizada na saída das catracas da estação Paulista, apreendeu um canivete. Em outro ponto na região da Avenida Paulista, um drone também foi apreendido. Ambas as ocorrências foram registradas no 78º Distrito Policial. 


*G1

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