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As paralisações de caminhoneiros na 4ª feira (8.set.2021) não contam com o apoio dos líderes da categoria, que convocaram outros atos ao longo deste ano. Para eles, os protestos são organizados pelo agronegócio.

“O caminhoneiro autônomo não está participando. Nada dessa pauta nos interessa. Quem está parado é do agronegócio. O agronegócio que quer destituir o STF, que está fazendo uma manifestação pró-governo. Só que estão usando a categoria como bode expiatório”, afirmou o presidente do Sinditac-GO (Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás), Vantuir Rodrigues.

Ele disse que poucos dos caminhoneiros que estão parados na Esplanada dos Ministérios e em rodovias de 16 Estados brasileiros são motoristas autônomos. “O resto é celetista, tem carteira assinada e o patrão manda ir para Brasília, mas dizem que são autônomos para livrar o agronegócio”, afirmou o presidente do Sinditac-GO.

“O chamado veio do agronegócio. Os fazendeiros, plantadores de soja e milho são proprietários de uma grande frota de caminhões e os caminhoneiros que prestam serviço a esse pessoal têm uma situação financeira melhor, acreditam nessas pautas e acabaram aderindo”, afirmou um dos representantes do movimento GBN (Galera da Boleia da Normatização Pró-Caminhoneiro), Joelmes Correia.

Correia disse que o GBN preferiu se manter “neutro” porque a pauta das manifestações desta 4ª feira (8.set) “não é caminhoneira”. O presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), Plinio Dias, que convocou a greve frustrada de julho de 2021, também afirmou que não apoia essas manifestações “porque não tem nada a ver com os caminhoneiros”.

A participação do agronegócio no financiamento das manifestações do 7 de Setembro é investigada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na 2ª feira (6.set.2021), o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de saques da conta bancária da Aprosoja (Associação Nacional dos Produtores de Soja).

Poder 360


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