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O ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo, Demétrio Torres, foi ouvido como testemunha na CPI da Arena das Dunas na terça-feira (31). Ele era o principal auxiliar da então governadora Rosalba Ciarlini na formatação dos contratos de construção e administração do estádio de Natal no mundial de 2014.

Ele mesmo disse que a então governadora deu autonomia para ele resolver todos os assuntos relativos à Copa 2014 em Natal. Disse ainda que a primeira licitação da obra foi deserta. Depois, 20 empresas compraram o edital, mas somente a OAS apresentou proposta. Demétrio Torres nega que tenha ocorrido irregularidades ou sobrepreços.

“Essa questão do Tribunal de Contas que fala, não é o Tribunal de Contas, desculpa, é um relatório de um grupo técnico, porque passa a ser do tribunal quando for votado e ainda não foi. Esse relatório que fala no superfaturamento é um relatório que tem quase nenhuma, não tem nenhuma substância técnica porque ele se limita a comparações de desiguais. Ele compara o nosso estádio com o estádio do Grêmio e são coisas diferentes porque as especificações são diferentes”, explicou Dmétrio Torres.

Segundo parlamentares da CPI, o ex-secretário da Copa e ex-diretor geral do DER, Demétrio Torres, foi o responsável por um ofício que alterou um ponto do contrato da parceria público-privada da Arena das Dunas e que essa alteração teria gerado um prejuízo aos cofres públicos.

O ofício mudou o cálculo das despesas do estádio com base na receita líquida, ou seja, lucro total menos os impostos para que fosse feito com base no lucro líquido, considerando despesas administrativas, custo fixo e encargos, um aumento estimado em R$ 15 milhões.

“Então, há grande divergência porque ao longo desse tempo todo a Arena das Dunas fez toda a parte da divisão em cima de um de uma receita líquida. Então isso torna, vamos dizer assim, a lucratividade, o resultado final, um pouco menor. Então o Governo do Estado, claro, tá cobrando o contrário”, disse o deputado estadual Kléber Fernandes.

“O que ficou muito claro nesta oitiva é que o ofício 065/2013 da Secopa, emitido e assinado pelo senhor Demétrio Torres, mudou o sentido do contrato firmado entre o Consórcio Arena e o Governo do RN, o que vem provocando prejuízos gigantescos aos cofres públicos do Estado”, disse a relatora da CPI, deputada Isolda Dantas (PT).

A CPI se baseia na auditoria realizada pelo Governo do Estado que apontou prejuízos que ultrapassam R$ 421 milhões aos cofres públicos.

G1/RN



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