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O brasileiro Thiago Braz conquistou a medalha de bronze nesta terça-feira (3) na final do salto com vara do atletismo nas Olimpíadas 2020. Ele superou a marca de 5,87m, altura que ainda não havia atingido no ano, e parou na terceira posição, quando queimou suas três tentativas em 5,92m. 

O sueco Armand Duplantis, recordista mundial, conquistou o ouro no momento em que o norte-americano Christopher Nilsen, medalha de prata, queimou suas três tentativas na marca de 6,02m. 

Favorito absoluto à prova, Duplantis superou 6,02m e, ao confirmar o ouro, subiu o sarrafo direto para 6,19m. Sua intenção era ultrapassar sua melhor marca, 6,18m, e bater novamente o recorde mundial, mas ele falhou nas três tentativas.

Dessa forma, o recorde olímpico continua sendo de Thiago Braz - 6,03m, atingido nas Olimpíadas do Rio.

O pódio do brasileiro foi confirmado após um adversário conhecido de Thiago cometer um erro: o francês Renaud Lavillenie, que também não conseguiu ultrapassar a marca de 5,92 m. Como havia pulado suas tentativas nos 5,80m e 5,87m, Lavillenie foi eliminado com a marca de 5,70m, deixando apenas Thiago, Duplantis e Nilsen na disputa.

O bronze de Thiago Braz é a 14.ª medalha do Brasil nos Jogos de Tóquio - veja o quadro de medalhas atualizado. 

Melhor marca do ano garante o bronze

Na decisão, ele começou superando, de primeira, a marca de 5,55m; depois, venceu o sarrafo nas alturas de 5,70m e 5,80m, queimando sua primeira tentativa em ambas as ocasiões.

Na sequência, enfrentou a altura de 5,87m, uma marca que não havia superado ainda no ano, e passou de primeira. Apenas quatro atletas avançaram para tentar bater a altura de 5,92m - Thiago queimou suas três tentativas, mas ficou com o bronze.

Embora tenha chegado ao Japão como detentor do recorde olímpico, com 6,03m, Thiago não era um dos grandes favoritos da prova. Sua melhor marca na temporada até então era de 5,82m, que não teria deixado o brasileiro entre os quatro primeiros na final. 

Nos Jogos de 2016, Thiago Braz se consagrou com o campeonato olímpico na disputa justamente contra o francês Renaud Lavillenie, campeão olímpico em Londres-2012 e apontado como o grande favorito no Rio de Janeiro.

CNN Brasil



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