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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Natal e se reúne com a governadora Fátima Bezerra

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ontem à noite em Natal para uma agenda de encontros com dirigentes partidários. Ele foi recebido, ao desembarcar no aeroporto, em São Gonçalo do Amarante, pela governadora Fátima Bezerra (PT), pelo senador Jean Paul Prates (PT), o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) e outros integrantes da cúpula petista local, além parlamentares do partido.

Em seguida, se reuniu na casa do senador Jean Paul com a governadora e a senadora Zenaide Maia (PROS).

Hoje, o ex-presidente fará uma visita às obras do Museu da Rampa e depois se reúne com integrante do filme Sideral e militantes que foram convidados no hotel Holiday Inn. O acesso à reunião é restrito.

Ele tem um encontro com o deputado federal Rafael Motta, do PSB. Lula conversa, à noite, com o deputado federal Walter Alves, presidente estadual do MDB, e o ex-senador Garibaldi Alves. Amanhã, o ex-presidente terá uma conversa com governadores da região Nordeste e concederá uma entrevista coletiva.

O ex-presidente petista tem cumprido uma programação nas capitas da região. Ontem, ele se reuniu com os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Cid Gomes (PDT-CE) em Fortaleza, em agendas distintas, além do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE).

Os encontros concretizam um movimento de Lula em direção a lideranças contra as quais disputou eleições nos últimos anos mirando na sucessão presidencial de 2022, em oposição ao presidente Jair Bolsonaro.

Lula viajou ao Ceará e havia pedido, há uma semana, reunião com Tasso. O encontro durou aproximadamente uma hora e ocorreu no escritório particular do tucano. A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT), e o ex-deputado estadual Ilário Marques (PT-CE), acompanharam Lula na agenda.

Após a conversa, o senador afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que a conversa girou em torno do cenário atual da política brasileira, da importância da defesa intransigente da democracia, do fortalecimento das instituições e do compromisso de resistência a qualquer ato ou medida que ponha em risco a democracia no País. De acordo com o tucano, nenhuma aliança eleitoral entrou na pauta.

O encontro entre Lula e Tasso ocorreu após uma reunião do petista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em maio. FHC já admitiu votar em Lula em um segundo turno contra Bolsonaro. Tasso é apontado como um dos pré-candidatos às prévias do PSDB para definição do candidato ao Planalto em 2022, disputa na qual Bolsonaro e Lula protagonizam uma polarização. O senador deve anunciar até setembro se realmente vai concorrer às primárias do partido, marcadas para novembro.

Apesar de estarem em campos opostos, Tasso e Lula mantiveram um nível de diálogo nos últimos anos. Durante a prisão do petista em Curitiba (PR), o senador enviou carta ao ex-presidente em solidariedade após a morte do neto de Lula, em março de 2019. No Ceará, PT e PSDB devem continuar em campos distintos. Os tucanos caminham para uma aliança com o PDT, enquanto a legenda petista fala em candidatura própria.

Após a conversa com o senador do PSDB, Lula se encontrou com o senador Cid Gomes (PDT), irmão do ex-candidato do PDT à Presidência Ciro Gomes, que vem intensificando ataques ao petista, e com o governador Camilo Santana (PT). Além disso, teve uma agenda com o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB).

O ex-presidente Lula tem feito aceno aos partidos de centro e dado sinais que pretende formar uma aliança para além da esquerda em oposição a Bolsonaro no próximo. Um dos partidos mais próximos, de acordo com aliados do ex-presidente, é o PL, legenda "número 2" no bloco formado pelo Centrão e que hoje declara apoio a Bolsonaro.

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