Banner 1


Após os novos rumos traçados pela CPI da Covid, que investiga suspeita de fraudes em contratos para aquisição de vacinas, a Revista Istoé revelou que o filho zero um do presidente Jair Bolsonaro participou de negociações paralelas para compra do imunizante americano Vaxxinity, ainda em fase de teste.

Segundo a revista, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) trocou e-mails com o dono de uma pousada de Itacaré (BA), Stelvio Bruni Rosi. Rosi queria uma reunião entre o parlamentar e representantes do laboratório Vaxxinity, em Dallas (EUA). À época, a vacina Vaxxinity não possuía aval da FDA (órgão regulador de vacinas nos EUA) e ainda estava em fase de testes. No Brasil, o imunizante não chegou a concluir o pedido de autorização à Anvisa.

Nas mensagens, Stelvio lembra que os dois estiveram juntos em Washington onde conversaram sobre a aquisição da vacina americana. O primeiro contato ocorreu quando o senador visitou Washington acompanhado do ministro das Comunicações, Fabio Faria. Eles foram aos Estados Unidos para conhecer redes privativas de 5G nos dias 7 e 10 de junho de 2021.

À revista, o empresário revelou-se arrependido por ter feito intermédio com Flávio na operação junto ao Ministério da Saúde. Rosi também afirmou que o contato foi feito a pedido de um conhecido.

"Eu tentei fazer a apresentação de uma empresa para um político, que é filho do presidente do Brasil e que eu tinha conhecimento de que estava nos EUA”, disse.

A pasta da Saúde confirmou em nota que tentou negociações com a Vaxxinity, mas que optaram por não comprá-la, tendo em vista que o Brasil já possuía vacinas suficientes.

Ligação com a família Bolsonaro

De acordo com a Istoé, Stelvio Bruni Rosi é, além de advogado e empresário, diretor operacional da empresa Malugue Comércio Ltda, localizada no Rio de Janeiro. As atividades da empresa vão desde comércio de móveis, bolsas, malas, artigos de viagem, até peças para carros e caminhões novos e usados.

No entanto, Stelvio não é o único diretor. Fora ele, o advogado Ricardo Horácio e o coronel da reserva do Exército Gilberto Gueiros também fazem parte da diretoria da empresa.

O militar é velho conhecido do presidente Jair Bolsonaro. Os dois eram colegas na academia, quando tornaram-se paraquedistas. O coronel foi presidente da Loterj na gestão do governador Wilson Witzel no Rio de Janeiro e teve de ser afastado do cargo por desvios na Saúde.

Gueiros foi indicado à presidência da Loterj por um dos aliados de Flávio, o deputado Marcos Abrahão, líder do Avante na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Abrahão também protagoniza um dos nomes relatados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no esquema de rachadinhas no gabinete do zero um no Rio.

Congresso em Foco


Postar Comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem