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O dólar encerrou em R$ 5,38 e já subiu 39% desde o início do governo de Jair Bolsonaro. A cotação da moeda-norte americana em 30 de dezembro de 2018, último dia útil antes do novo gestão, foi R$ 3,87.

Já dólar turismo, utilizado pelas pessoas que fazem viagens, é cotado a R$ 5,58. Em algumas casas de câmbio, chega a ser vendido acima de R$ 6.

A moeda norte-americana é considerada um dos investimentos mais seguros do mundo. Em momentos de forte aversão a risco, investidores tendem a comprá-la como forma de proteção.


Na semana, o dólar subiu 2,7%. Essa recente elevação foi impulsionada pela sinalização do Fed (banco central dos Estados Unidos) de que iniciará a redução de estímulos nos país ainda neste ano e pelo aumento do risco de o governo Bolsonaro driblar regras fiscais para aumentar gastos públicos em meio ao período eleitoral.

Na 6ª feira (20.ago), o dólar caiu 0,7% frente a data anterior. Ajudou no recuo a fala do ministro Paulo Guedes (Economia) de que irá respeitar o Orçamento e que a reforma tributária discutida no Congresso ficará na geladeira se não melhorar efetivamente o sistema.

Também agiu para conter a desvalorização do real o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele falou na 4ª feira (18.ago) que manterá seu compromisso com a meta de inflação. Mas o valor da moeda segue pressionado. Em agosto, o dólar à vista subiu 3,9%, elevando a alta no ano para 3,7%.

Em termos reais (corrigidos pela inflação), a moeda norte-americana ainda está abaixo do valor atingido em outubro de 2020 e longe do recorde histórico registrado na eleição de 2002. Considerado o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, e a inflação americana, o auge da moeda em setembro de 2002: R$ 7,86..

O risco-país brasileiro medido pelo CDS (Credit Defautl Swap) de cinco anos, índice acompanhado pelo mercado financeiro para avaliar a capacidade de um país honrar suas dívidas, subiu 10 pontos na última semana, a 189.

Poder 360



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