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A conta de luz é o item com maior impacto na prévia da inflação de agosto: responde por 0,23 ponto percentual da variação de 0,89% ante julho, segundo o IPCA-15 (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), divulgado pelo IBGE na 4ª-feira (25.ago.2021).

O aumento da bandeira vermelha 2 e os reajustes de tarifa em 4 das 11 regiões pesquisadas resultaram em alta mensal de 5% no preço da energia elétrica. Foi a maior taxa registrada desde julho de 2018.

A alta da energia elétrica fez com que o grupo Habitação tivesse a maior variação ante julho (1,97%) e o maior impacto no índice (0,31 ponto percentual). Transportes (1,11% e 0,23 ponto percentual) e Alimentação e bebidas (1,02% e 0,21 ponto percentual) foram, respectivamente, o 2º e o 3º com maior contribuição para o IPCA-15 deste mês. Saúde e cuidados pessoais foi o único grupo a apresentar deflação (0,29% e -0,04 ponto percentual). 

Dois fatores contribuíram para o aumento da conta de luz nos últimos 30 dias. O acréscimo de R$ 3,24 no custo da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que elevou para R$ 9,429 a taxa extra cobrada por cada 100 kWh consumidos a partir de 1º de julho. E os reajustes anuais das tarifas autorizados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) às concessionárias de Belém (8,92%), São Paulo (11,38%), Curitiba (8,97%) e Porto Alegre (9,08%).

Com esse resultado, a inflação da energia elétrica (5%) registrada pelo IPCA-15 em agosto foi a maior desde julho de 2018 (6,8%).

A alta de 6,8% registrada em julho de 2018 foi consequência dos reajustes tarifários realizados em 5 das 11 regiões monitoradas: Belo Horizonte (18,53%), Brasília (8,78%), Curitiba (15,06%), Porto Alegre (21,51%) e São Paulo (15,84%).

Embora a bandeira tarifária na ocasião fosse a vermelha patamar 2, não houve variação mensal no preço da cobrança extra. O valor adicional por cada 100 kWh consumido era R$ 5,00 desde 1º de junho.

Poder 360


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